Na última quinta feira (24) foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado o Projeto de Lei 612/2011, que altera o Código Civil brasileiro e reconhece a legalidade da união estável entre homossexuais. No dia da votação que aprovou esse projeto, os dois senadores evangélicos que integram a comissão não compareceram.
O projeto, de autoria da senadora Marta Suplicy (PT/SP), altera os artigos 1.723 e 1.726 do Código Civil, de forma a permitir que casais homossexuais que vivem em união estável poderão solicitar o registro civil de casamento, e não apenas de união civil entre homossexuais.
A CDH tem entre seus integrantes os senadores evangélicos Magno Malta (PR/ES) e Eduardo Lopes (PRB/RJ), que é substituto do senador Crivella que se afastou para assumir o Ministério da Pesca. Porém os senadores não compareceram e votação e, segundo o holofote.net, também não informaram a seus eleitores sobre a possibilidade de aprovação da lei na comissão.
Entre os senadores que votaram a favor do projeto estava Eduardo Amorim, do Partido Social Cristão. Amorim não é integrante da bancada evangélica, mas faz parte de um partido que defende como bandeira o modelo de família defendido na Bíblia.
Diante da aprovação da lei o Deputado Marco Feliciano se manifestou no Twitter afirmando que iria divulgar os nomes dos parlamentares que votaram a favor do projeto, para que a população pudesse se manifestar.
Nesta quinta-feira, 16, uma ação fora proposta contra o Pr. Silas Malafaia e a Rede Bandeirantes, motivadas por declarações feitas pelo pastor em seu programa de televisão “Vitória em Cristo”. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo (PRDC) considerou como homofóbicas as citações feitas por Silas e um inquérito foi aberto no Ministério Público.
A denúncia ao PRDC foi feita pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT) em carta assinada pelo líder e ativista gay, Toni Reis.
As expressões “baixar o porrete” e “entrar de pau”, ditas por Malafaia em seu programa, em 02 julho de 2011, quando se referia à parada gay, deram teor à polêmica e motivaram, na época, a denúncia por parte da ABGLT ao Ministério Público Federal, o que gerou a abertura de um inquérito civil público.
No inquérito, o Pastor Silas Malafaia se defende afirmando que seus comentários foram apenas uma “crítica severa a determinadas atitudes de determinadas pessoas desse segmento social, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas”. As expressões significariam apenas o ato de “formular críticas, tomar providências legais”, segundo ele.
Para Jefferson Aparecido Dias, procurador Regional dos Direitos Humanos do Cidadão, as expressões de Silas Malafaia contêm “claro conteúdo homofóbico”. Por essa razão, a PRDC em São Paulo pede a retratação do programa “Vitória em Cristo” e da Rede Bandeirantes, emissora responsável pela transmissão.
A ação tramitará em uma das varas cíveis da Justiça Federal de São Paulo e não está em segredo de justiça.
A cerimônia de entrega do “54th Grammy Awards” teve, desde o início, homenagens à cantora Whitney Houston, que morreu no último sábado aos 48 anos. Embora a causa da morte não tenha sido oficialmente divulgada, informações preliminares dão conta que ela se afogou na banheira após ingerir remédios para dormir.
A última imagem da cantora viva é justamente no ensaio do Grammy, onde ela cantaria uma música. Na abertura da premiação, o apresentador LL Cool J declarou “Qual seria a mensagem certa para hoje, para esse momento? Não há outra forma de dizer isso. Tivemos uma morte em nossa família. A única coisa certa a fazer agora é uma orar e agradecer por nossa irmã Whitney Houston”.
Logo em seguida, o cantor pop Bruno Mars dedicou sua performance à cantora. Ela cantou a música “Runaway Baby”. “Quando grandes artistas nos deixam, seu legado permanece. Além de Whitney Houston também temos que lembrar outra grande cantora que morreu esse ano, Etta James”, diz a cantora Alicia Keys, antes de sua apresentação em dueto com Bonnie Raitt.
Enquanto os vencedores das diferentes categorias foram sendo anunciados, a festa retomou o ritmo de todos os anos.
Na categoria gospel houve uma polêmica que repercutiu nas redes sociais. O Grammy faz na premiação uma diferenciação de Melhor Álbum e Melhor Música em duas categorias: gospel clássica (hinos e corais de igreja) e gospel contemporâneo (pop, rock, etc). Diferentemente do Brasil, onde gospel não é um gênero em si, nos EUA onde o estilo nasceu, essa distinção é levada a sério pela indústria.
O vencedor deste ano categoria clássica foi Kirk Franklin, com a música “Hello Fear” e o álbum do mesmo nome. Na categoria contemporânea venceram Laura Story, com a música “Blessings” e Chris Tomlin, com o álbum “And If Our God Is For Us…”.
Enquanto Kirk Franklin e Chris Tomlin já são bastante conhecidos no cenário internacional, a debutante Le’Andria Johnson surpreendeu ao derrotar artistas conhecidos como Steve Curtis Chapman e o próprio Chris Tomlin no que é conhecido como o grande prêmio: Melhor canção do ano, onde competem todas as músicas gospel, independentemente de categoria.
Le’Andria Johnson ganhou o prêmio pela gravação da música “Jesus”. Embora desconhecida do grande público, nos últimos anos Le’Andria vem acumulando prêmios como o Sunday Best 2010 (espécie de Ídolos apenas para música cristã) e Melhor Cantora Gospel 2011 no Annual Digital Awards. Seu primeiro álbum, “The Awakening of Le’Andria Johnson” estreou no primeiro lugar e ficou mais de 5 meses entre os mais vendidos nos EUA, segundo a parada da revista Billboard.
Ela lançou recentemente um disco apenas com músicas de Natal e nos próximos meses deve ter um EP chamado “The Evolution of Le’Andria Johnson” disponível no mercado. Na semana que foi indicada ao Grammy, sua gravadora anunciou que este mês fará o relançamento do primeiro CD numa versão “luxo”, que inclui sete músicas inéditas.
Além de compor algumas de suas canções ela regravou algumas já consagradas por outros cantores. Mas o que chama a atenção é sua história de vida.
Le’Andria começou a cantar aos dois anos, estimulada pela família. Seu pai, G.A. Johnson foi pastor de várias igrejas e chegou a bispo presidente do Ministério General Quarters.
Ela começou a cantar na igreja de seu pai aos seis anos e tornou-se líder de louvor quando tinha 16. Ao longo da infância e adolescência venceu várias competições amadoras de música e aos 17 anos decidiu se tornar pastora.
Depois de formada, ela casou e cantava apenas na igreja. Porém, acabou se separando, casando novamente e divorciando-se novamente. Aos 29 anos, ela tem três filhos e tem carregado uma enxurrada de críticas por causa disso. Mas Le’Andria acredita que cantar é um talento dado por Deus, mas pretende continuar no ministério.
O grande problema é que ela disse em uma igreja ano passado que precisava de orações por ter se “desviado” dos caminhos do Senhor. Embora não tenha dado detalhes, afirma que “foi enganada pelo diabo”.
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Quando ela foi confirmada em um evento musical na Vision Church, uma grande igreja inclusiva em Atlanta, Georgia, em meados de 2011, os apareceram rumores questionando sua sexualidade. Ao admitir posteriormente em uma igreja em Nova York que “não estava mais em condições de ministrar”, as críticas e os rumores recomeçaram.
Embora prefira não se pronunciar sobre o assunto, muitos líderes evangélicos ficaram insatisfeitos que ela tenha vencido a maior premiação da música gospel mundial.
Voltando a relacionar os princípios defendidos por católicos e evangélicos ao regime fascista, o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys criticou abertamente padres e pastores que pregam contra a homossexualidade.
Ele afirmou que não são todos os cristãos que entendem que o homossexualismo seja abominação: “É importante dizer que não são todos os padres e pastores que promovem esse tipo de incentivo. O movimento LGBT tem muitos aliados na Igreja Católica e, também, entre os evangélicos. Inclusive, existem Igrejas Inclusivas, Calvinistas, com o protestantismo histórico, que não são contrários à dignidade dos homossexuais”, afirmou, mencionando o pai do ministro da saúde Alexandre Padilha, que lidera um movimento de protestantes tradicionais, como batistas, anglicanos e luteranos, e que prega a tolerância ao movimento homossexual.
Na entrevista concedida ao jornal Extra, de Pernambuco, o deputado também voltou a bater na tecla de que os cristãos que pregam uma doutrina contrária ao homossexualismo são responsáveis pelas mortes de gays, vítimas de intolerância e que se utilizam do dinheiro arrecadado com dízimos e ofertas, livres de impostos (isenção prevista na Constituição) “para promover campanhas difamatórias contra mim, colocando-me a imagem de ‘inimigo do cristianismo’”.
Jean Wyllys frisou que “padres e pastores vem a público, através do rádio, da TV e em jornais impressos, alegando que o homossexual é abominável” estão usando espaço alugado em emissoras que utilizam concessão pública, e que na opinião dele é errado.
Maioria dos cristãos discorda de Jesus em relação a aborto e “causa gay”
Cristãos de grupos conservadores e liberais dizem que suas próprias opiniões sobre questões como aborto e casamento homossexual são muito diferentes das que Jesus teria, indica uma pesquisa recente. Além disso, os entrevistados acreditam que Jesus seria mais compassivo do que eles em relação aos imigrantes ilegais e ajuda aos pobres.
No estudo publicado esta semana pela Academia Nacional de Ciências, sediada nos Estados Unidos, revela que os entrevistados cristãos deveriam usar uma escala de 100 pontos, que vão desde “mais liberal” a “mais conservador” e para identificar onde nessa escala eles acreditavam que Jesus estaria se vivesse entre nós hoje.
Liderado por Lee D. Ross, professor de psicologia na Universidade de Stanford há mais de 30 anos, aparentemente mostra como a opinião política das pessoas muitas vezes está separada de seus ensinamentos de fé.
Tanto os cristãos liberais quanto os conservadores expressaram a opinião de que as visões de Jesus sobre questões relacionadas com a moralidade – como aborto e casamento homossexual – seria mais rigorosa que a deles. Os conservadores, no entanto, acreditam que Jesus seria mais aberto às questões de convivência – como a tributação para reduzir a desigualdade econômica e o tratamento de imigrantes.
Ambos os grupos parecem acreditar que as questões mais importantes para eles, teriam a mesma importância para Jesus.
De acordo com Ross, a pesquisa revela que as discrepâncias entre seus pontos de vista políticos e os ensinamentos religiosos são “tratadas” em parte por uma pessoa que tenha uma interpretação diferente dos ensinamentos bíblicos. Por exemplo, os liberais têm mais dificuldade para conciliar sua opinião com os ensinamentos do Antigo Testamento, enquanto os conservadores dizem que os ensinamentos do Novo Testamento muitas vezes entram em conflito com suas opiniões políticas.
“Os liberais estão admitindo que estão longe de Jesus em seus pontos de vista sobre questões morais e os conservadores admitem que discordam de Jesus sobre questões de convivência,” disse Ross.
“Na verdade, os conservadores são mais religiosos do que os liberais. É mais importante para eles adequar suas opiniões com a sua religião”, disse Ross.
Segundo uma pesquisa de 2011 do Religion Research Institute, mais de 72% das pessoas acreditam que é possível discordar com os ensinamentos de sua religião sobre o aborto e “mesmo assim ser considerada uma pessoa de boa reputação e fé.” A pesquisa observou que os integrantes dos maiores grupos religiosos, incluindo católicos e evangélicos, acreditam que tal incoerência é normal. Ou seja, não é preciso pensar exatamente igual ao que está escrito na Bíblia ou o que ensinam seus líderes, para ser membro de um determinado grupo religioso.
O deputado Gay, Jean Wyllys, volta a atacar os Cristão da igreja no Brasil, com a seguinte afirmação “Deputado gay Jean Wyllys afirma que pastores evangélicos brasileiros têm as mãos sujas de sangue” Vamos refletir um pouco sobre isso, o papel do politico é defender o povo, e incentivar o crescimento do Brasil, hoje o que que estamos vendo é um deputado que esta defendendo os seus interesses o mundo Gay, isso não devemos aceitar, deveria existir no Brasil, regras mais rígidas em relação as essas coisas, o politico foi eleito para defender o povo e não para criar inimizades com este politico esta criando, onde está o código de ética parlamentar? Por isso que o Brasil não cresce como deveria crescer, porque hoje o que existe na maiorias dos políticos brasileiro é defender sua classe, esta pessoas deveria entender que não aceitar a pratica ilegal do homossexualismo, também deveria ser aceita por eles, não vamos jamais aceitar isso, é ele como politico deveria entender isso, simplesmente o papel que ele faz hoje é de querer chamar a atenção do Brasil, vamos analisar seu Mandato Quais os projetos que ele fez para sociedade brasileira? Mostre um trabalho que ele fez que é aceito pelo Brasil? Então isso não é considerado um politico é sim um ator, pena que falar em politica no Brasil e poder encontrar pessoas desse tipo no cenário politico, simplesmente está no lugar errado. Em defesa da igreja, estamos aqui dizendo que as mãos sujas quem tem é ele, com as suas práticas imoral, e incentivando a sociedade a aceitar as suas abominações, o Brasil já teve políticos mais inteligentes, este não serve nem para defender a limpeza do rio Tiete no estado de são Paulo.
Os presbiterianos conservadores dos Estados Unidos lançaram uma nova denominação na quinta-feira (19/1), alegando que a Igreja Presbiteriana está muito consumida por seus conflitos internos para conseguir gerar congregações saudáveis.
A nova denominação reformada “destina-se a fomentar um novo modo de ser da igreja, do mesmo modo que as principais denominações tradicionais fizeram quando começaram”, esclareceram os líderes da Aliança Evangélica Ordem dos Presbiterianos (ECO, na sigla em inglês).
Líderes da ECO explicaram durante a conferência de lançamento, que têm várias queixas contra a Igreja Presbiteriana. Além do excesso de burocracia, existe a questão do constante declínio no número membros e a tendência para se tornar um “grande tenda religiosa”, que deseja acomodar todos, comprometendo sua interpretação das Escrituras.
“Sua tenda tornou-se tão ampla que está caindo, pois não tem um mastro no centro”, disse John Crosby, presidente da ordem de pastores da ECO. “O mastro central (necessário) é a autoridade bíblica, conforme é entendida pela comunidade ortodoxa e que tem implicações sobre a sexualidade”. O pastor Crosby, esclarece que o novo movimento foi uma reação à decisão dos 2.300.000 membros da Igreja Presbiteriana (PCUSA) de permitir pastores gays.
Mark Hawke, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana em Olathe, Kansas, disse que “a questão fundamental é a maneira como você interpreta as Escrituras”.
“O problema é que as pessoas estão indo para o inferno”, disse John Ortberg, líder do grupo dissidente e pastor da Menlo Park Presbyterian Church, na Califórnia, durante seu sermão no lançamento da ECO.
Mais de 2.000 pessoas, oriundas de 500 igrejas, participaram do culto de lançamento da ECO, em Orlando, Flórida. Segundo a Presbyterian Outlook, uma revista independente, uma enquete indicou que a maioria ainda não decidiu se vai deixar de vez a sua antiga denominação (PCUSA).
A criação da ECO surge após a votação em nível mundial feita pelos presbiterianos no ano passado sobre acabar com a antiga proibição de ordenar pastores gays. Embora a homossexualidade não seja mencionada nos documentos de fundação da ECO, seu compromisso declarado com a teologia conservadora e a inerrância da Bíblia indica que o clero gay não será aceito.
Centenas de igrejas presbiterianas já optaram nos últimos anos em deixar as denominações presbiterianas liberais, optando por se aliar outra denominação conservadora, a Igreja Presbiteriana Evangélica. Ao contrário dessa denominação, a ECO diz que está “totalmente empenhada” em permitir a ordenação de pastoras.
Em uma declaração conjunta, várias igrejas conservadores afirmaram que não deixarão sua denominação, mesmo reconhecendo que existem tensões sobre a ordenação de pastores gays.
Essa é uma tendência que tem atingido outras denominações no mundo todo. A “questão gay” já dividiu igrejas anglicanas na Inglaterra e em diferentes países da África e Ásia. Outras denominações, como a Igreja Unida de Cristo e a Igreja Evangélica Luterana na América também está dividida sobre o assunto. A questão fez parte dos comentários recentes do Papa Bento XVI, chefe de mais de 1 bilhão de católicos romanos, que descreveu a questão gay como uma das várias ameaças ao casamento tradicional, que comprometem “o futuro da humanidade.”
Traduzido e adaptado de Urban Christian News e Huffington Post
Deputado gay associa Bento XVI ao nazismo e o chama de genocida
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) ficou indignado com as declarações do Papa Bento XVI contra o homossexualismo e comparou o pontífice aos nazistas e ainda o chamou de genocida.
“O papa suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário é uma ameaça à humanidade. Ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo”.
A resposta foi dada em relação aos recentes comentários de Bento XVI que afirmou que o casamento gay é uma ameaça e coloca em xeque “o próprio futuro da humanidade”. O líder da Igreja Católica ainda afirmou a relação homoafetiva atrapalha na educação das crianças que precisam de ambientes adequados. “O lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher”, disse ele.
Mas o deputado brasileiro, um dos principais defensores da causa LGBT se incomodou com a maior autoridade do Vaticano e protestou dizendo que Bento XVI é como “genocida em potencial”. “Espero que os estados laicos do Ocidente não cedam à pressão desse genocida em potencial”.
Wyllys foi mais longe e comparou o sacerdote aos nazistas. “O papa suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário é uma ameaça à humanidade. Ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo”.
Papa diz que movimento gay “ameaça o futuro e a dignidade da humanidade”
O Papa Bento XVI condenou hoje (9/1) as políticas dos países que, ao questionar a família como a união entre um homem e uma mulher. “As políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade”, declarou ele diante de 160 diplomatas, incluindo 115 embaixadores credenciados na Santa Sé.
Na Sala Régia do Vaticano, Bento XVI reiterou o pedido pelo “fim do derramamento de sangue” no conflito civil na Síria e pediu a abertura de um “diálogo frutífero entre os políticos” daquele país, com a presença de “observadores independentes”.
“Convido a comunidade internacional a dialogar com os atores do processo em curso, no respeito pelos povos e conscientes que a construção de sociedades estáveis e reconciliadas, que se opõem a qualquer discriminação injusta, em particular de ordem religiosa, constitui um horizonte mais vasto e mais longínquo que o das eleições”, afirmou o papa, referindo-se aos acontecimentos na Síria.
“Tenho uma grande preocupação pelas populações dos países nos quais continuam a existir tensões e violência. O respeito pelas pessoas deve estar no centro das instituições e das leis, deve conduzir ao fim de qualquer violência e prevenir o risco que a atenção devida aos pedidos dos cidadãos e a necessária solidariedade social se transformem em simples instrumentos para manter ou conquistar o poder”, acrescentou.
O Vaticano diz estar preocupado com a situação das minorias cristãs do Oriente Médio e África, que precisam muitas vezes fugir dos países que moravam por causa das ameaças de grupos muçulmanos radicais.
Em muitos países os cristãos são privados dos direitos fundamentais e postos à margem da vida pública”, afirmou o papa, lembrando do antigo ministro das minorias paquistanês, o católico Shahbaz Bhatti, assassinado em março do ano passado durante um atentado.
Falando sobre a África, lamentou que o objetivo da reconciliação e do respeito de “todas as etnias e religiões” ainda esteja longínquo, especialmente na Nigéria, na Costa do Marfim, na região dos Grandes Lagos e no Cifre da África.
“É essencial que a colaboração entre as comunidades cristãs e os governos ajude a percorrer o caminho da justiça, da paz e da reconciliação, onde os membros de todas as etnias e de todas as religiões sejam respeitados”, disse ainda sobre o continente africano.
Em relação à Terra Santa, o papa apelou que os responsáveis palestinos e israelenses “tomem decisões corajosas e claras em favor da paz”.
IURD TV: Exorcismo de jovem homossexual gera protestos
Um programa da IURDTV que mostra o exorcismo de um jovem homossexual revoltou a comunidade gay. Nos comentários do vídeo postado no Youtube vários homossexuais se manifestaram contra o exorcismo dizendo que afirmar que a homossexualidade é obra de demônios é crime e que deve ser punido através do Projeto de Lei 122/2006 que deve ser votado em 2012.
No programa o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, fala que o jovem identificado apenas como Leandro passaria por um processo de “trabalho de libertação” feito pelo bispo Clodomir Santos que conversa com o demônio e o expulsa depois de saber que o jovem se tornou homossexual após um vizinho fazer trabalho de macumba contra ele.
O jovem se contorce, grita e se ajoelha no chão enquanto o bispo Santos expulsa diversas entidades, até que Edir Macedo se levanta pega um chicote e pede para que os espectadores que estejam passando pelo mesmo problema toque na tela do computador para ser libertado também.
Juntos os bispos começam a gritar “queimando, queimando, queimando” e o exorcismo é liberado para todos os ouvintes até que o jovem se liberta e diz que se sente melhor. Quando volta ao seu estado normal Leandro diz que está muito agradecido por ser libertado pelos bispos da Universal.