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26 de jan. de 2012

Novo caso de violência contra cristãos causado pelo Facebook


A Indonésia é um dos países mais intolerantes do mundo em relação à religião. Alguns dias atrás, um ateu foi espancado e depois preso por ter escrito “Deus não existe” numa página do Facebook.  Como o país tem as chamadas leis antiblasfêmia, que pune quem ofende a religião alheia, ele poderá ficar até 5 anos presos.
Na semana passada, estudantes muçulmanos atacaram escolas católicas na cidade de Yogyakarta, na ilha de Java, por causa de um post no Facebook.  Uma mensagem postada na rede social por uma pessoa que se dizia “anti-islâmica” provocou uma reação negativa entre os estudantes extremistas.
Eles decidiram atacar duas escolas católicas da cidade. Os ataques ocorreram dia 19 de Janeiro, mas só agora foram esclarecidos. As duas escolas são Pangudi Luhur e Stela Duce.
De acordo com fontes locais, 25 extremistas invadiram a Pangudi Luhur evandalized propriedade da escola. Na época, um grupo de estudantes invadiu e destruiu parte dos prédio. A maioria dos alunos estava em atividades extracurriculares e ninguém ficou seriamente ferido. A escola é dirigida pelos Irmãos da Instrução Cristã de Ploërm.
No mesmo dia, o Duce Stela, que é administrado pelas freiras de São Carlos Borromeo,   também teve prejuízos com o ataque dos fundamentalistas.
Segundo a investigação feita pelas autoridades, o motivo dos ataques foi que alguém chamado  Rudi Yohanes, que alegava ser um estudante na Luhur Pangudi , simplesmente disse que  era “anti-islâmico” no Facebook, sem dar detalhes.
Segundo a polícia e os administradores da escola, tal pessoa não estuda ali e o perfil seria falso, dificultando a identificação da verdadeira identidade de quem escreveu tal frase.
Esses ataques contra escolas católicas em Yogyakarta causou pânico entre os alunos e pais de toda a província, especialmente os cristãos, que são minoria no país. A Indonésia é o maior país muçulmano do mundo com 210 milhões de habitantes.  Apenas 10% deles são cristãos.
Muitas escolas fecharam as portas temporariamente no dia seguinte. As tensões continuam crescendo junto com o temos de possíveis novos incidentes. No passado, grupos muçulmanos de Yogyakarta obrigaram os administradores da escola islâmica Piri a suspender todas as atividades educacionais.
O motivo para essa violência foi a decisão da escola em dar aos  alunos Ahmadi o direito de organizar as orações na escola. Para os muçulmanos,  os Ahmadis são uma seita herética porque não consideram Maomé como o último profeta. Por esta razão, seus seguidores são perseguidos e assassinados por alguns grupos radicais.
Traduzido e adaptado de Asia News

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21 de jan. de 2012

Ateu é condenado a 5 anos de prisão por escrever no Facebook: “Deus não existe”



Um ateu foi acusado de blasfêmia e preso depois de ser denunciado pelo Conselho de Ulemás da Indonésia. O arquipélago da Indonésia, com 210 milhões de habitantes é o maior país muçulmano do mundo. Estima-se que 90% de sua população segue o Islã. Os ulemás são um tipo de líder religioso muçulmano.
O Comissário Chairul Aziz, chefe de polícia de Dharmasraya, cidade da ilha de Sumatra disse em entrevista ao jornal Jakarta Globe que os representantes do Conselho de Ulemás e de outras organizações islâmicas acreditam que Alexander, 31, afrontou o Islã usando passagens do Alcorão para negar a existência de Deus.
Alexander, um funcionário público, pode ser condenado a passar cinco anos na prisão por escrever “Deus não existe” na página do Facebook do grupo que ele modera, “Ateis Minang” (“Os ateus de Minang”). Essa página tem 1.361 seguidores.
De acordo com seu perfil pessoal no Facebook, ele foi criado muçulmano, mas em 2008 decidiu não mais seguir a religião de seus pais. Suas postagens aparentemente foram removidas após sua detenção.
Seu breve comentário acabou gerando um debate sobre religião com outros usuários da rede social. Logo em seguida ele também teria escrito: “Se Deus existe, por que acontecem coisas ruins?” e também “Se Deus é misericordioso, deveriam acontecer apenas coisas boas”.
O que começou como uma argumentação on-line, acabou levando dezenas de pessoas irritadas com Alexander a invadir o escritório onde ele trabalhava. Entre elas estavam alguns de seus colegas de trabalho. Além de passarem a discutir verbalmente dentro escritório, alguns passaram a agredi-lo violentamente. A polícia então foi acionada e agora Alexander está em regime de prisão preventiva.
O comissário Chairul explica que o problema maior foi Alexander ter usado o Alcorão para justificar seu ponto de vista ateu. ”Ao fazer isso, ele violou as leis antiblasfêmia do país, ofendendo o Islã.”
“O homem disse aos investigadores da polícia que, se Deus realmente existe e tem poder absoluto, por que ele não impedir que coisas ruins acontecendo neste mundo.”
O Código Penal da Indonésia prevê uma pena de até cinco anos para o crime de blasfêmia, definido como “expressar publicamente sentimentos ou fazer algo que divulgue abusos, ódio ou ofensas a certas religiões na Indonésia, de forma que possa fazer alguém desacreditar a religião”.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, presidida por Ifdhal Kasim pediu que a polícia mantenha-se neutra e não sinta-se forçada a agir pela pressão da maioria.
“Eles deveriam proteger a liberdade de expressão, em vez de ouvir os apelos da maioria”, disse ao jornal. ”A polícia deve permanecer neutra, em vez de cumprir a lei subjetivamente”.
Ele também atacou o  Conselho de Ulemás, dizendo que é uma organização religiosa e não uma instituição estatal. ”Se todo mundo obedece o que o Conselho diz, seguir a lei será impossível”.
Um membro de uma importante organização ateísta da capital Jacarta, disse que o caso é uma clara violação dos direitos humanos. Ele não quis ser identificado, pois teme por sua segurança. “Se o Conselho de Ulemás pensa que há um amigo imaginário lá em cima, isso não significa que as outras pessoas também devem acreditar “, disse ele. ”Por que não podemos criticar a religião? Isso é contra a liberdade de expressão e os direitos humanos.”
Traduzido e adaptado The Blaze e The Jakarta Globe
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13 de jan. de 2012

Justin Bieber já é mais popular que “Jesus” no Facebook



Justin Bieber já é mais popular que “Jesus” no Facebook
O site All Facebook, como indica o nome, faz um monitoramento constante do que acontece na maior rede social do mundo. Com regularidade ele publica uma lista com os perfis mais populares.
Em primeiro lugar no ranking está a página Jesus Daily, com mais de 4,6 milhões de comentários e interações na sua “fan page”. O perfil também religioso Dios Es Bueno ficou com o segundo lugar.
A surpresa da nova lista é a página do cantor Justin Bieber. Embora tenha mais fãs que os dois primeiros juntos, o número de comentários e interações (comentários e cliques no botão “curtir”) é considerado mais importante pelo All Facebook. Sendo assim, o jovem popstar canadense ficou com o terceiro lugar.
Entre os 20 primeiros lugares, a maioria é de páginas religiosas, tanto de cristãos (6) quanto de muçulmanos (2).
O futebol, esporte mais popular do mundo, conta duas páginas de clubes. O Manchester United, um dos clubes mais famosos do mundo ficou com a sexta colocação, com 842.522 interações. O Real Madrid CF, time de Cristiano Ronaldo, vem logo em seguida.
Programas de TV como a série Pretty Little Liars e MTV Roadies também estão na lista.
Ainda na categoria TV próximos episódios. E a TV brasileira também está representada, com o apresentador Luciano Huck bem posicionado na lista mundial.
Por último vem os jogos, com a página sobre uma versão eletrônica de Poker fechando a lista de interações, mas curiosamente sendo líder absoluto em número de fãs.
Lista com os 20 perfis mais comentados:
Traduzido e adaptado de All Facebook
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3 de jan. de 2012

Adolescente cristão é preso no Egito por ridicularizar Maomé no Facebook



Adolescente cristão é preso no Egito por ridicularizar Maomé no Facebook
O estudante de 17 anos, Gamal Massoud, que é um cristão copta, postou desenhos de Maomé na sua página do Facebook. Muitos de seus colegas de escola viram isso como zombaria da imagem do venerado profeta islâmico. Ele acabou detido sob a acusação de profanar um símbolo sagrado.
O adolescente argumenta que ele não postou as imagens, mas que alguém usou sua conta do Facebook sem o seu conhecimento. Mesmo assim, Massoud permanecerá sob custódia da polícia por quatro dias, e pode ter de responder no tribunal as acusações de “desprezo pelo Islã”, que poderá, em caso extremo, condená-lo à morte.
A prisão do estudante causou tumultos em Assuit, sul do Egito, onde muçulmanos atacaram a casa da família Massoud e também a residência de outros cristãos. Membros do exército foram designados para ir até a cidade prevenir vandalismo e acaram tendo de usar bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes muçulmanos.
Este é apenas mais um capítulo em quase de um ano de perseguição  religiosa constante  no Egito. Desde o início a revolta que derrubou  o presidente Mubarack, em fevereiro, o país tem testemunhado um êxodo em massa dos cristãos. Calcula-se que 93 mil cristãos já saíram do país.
Segundo observadores internacionais, os muçulmanos radicais tem feito ataques para ganhar influência política e ter o apoio da maioria dos egípcios.
O confronto mais violento entres os fieis das duas religiões foi em 9 de outubro de 2011, no que ficou conhecido como “o Massacre de Maspero”.  Cristãos coptas fizeram uma marcha pacífica no Cairo, em protesto contra a queima de uma igreja copta no sul do país, quando oficiais militares passaram com tanques no meio da multidão, matando 27 pessoas. Mesmo com manifestações de repúdio em todo o país, apenas três soldados foram acusados ​​de “homicídio involuntário”.
A organização de direitos humanos  Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais  afirmou em nota que “o tribunal militar ignorou os 14 cristãos baleados, incluindo Mina Daniel. Apenas três soldados foram acusados ​​de homicídio culposo. Isso não demostra que houve o mínimo de garantias de seriedade e de justiça nesse julgamento. É uma continuação da tendência dos militares de negar qualquer responsabilidade pelo crime”.
Traduzido e adaptado por Gospel Prime de MSN e Christian Post
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