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4 de fev. de 2012

Padre pedófilo é condenado pelo Vaticano a ter “uma vida de oração”


O Vaticano condenou um padre católico de Nova York a ter ‘”uma vida de oração”. Essa foi a pena que o pároco que abusou de uma dezena de adolescentes nos anos 1980 recebeu das autoridades da Igreja Católica, segundo informou a Agência EFE.
Wallace Harris atuava na Igreja de St. Charles Borromeo, no Harlem, bairro onde aconteceram os abusos contra as crianças. O padre agora está sob supervisão religiosa em uma residência dentro do templo.
Em 2008 Harris foi um dos principais organizadores da grande missa que o papa Bento XCI celebrou no Estado de Nova York. Depois dessa visita do Papa é que dois homens acusaram o padre de ter abusado deles em uma escola católica do Harlem na década de 80.
O caso começou a ter notoriedade e outras oito pessoas, inclusive um agente do Departamento de Polícia de Nova York, denunciaram Harris por abusos sexuais. Mesmo com as denúncias a promotoria de Manhattan não apresentou as acusações criminais contra o padre porque os crimes já estavam prescritos.
O porta-voz da arquidiocese da cidade confirmou nessa semana que a punição do Vaticano foi apenas essas, mas para o sacerdote Robert Hoatson as vítimas “merecem algo mais”. Hoatson tem criticado a maneira como o Vaticano tem tratado os casos de pedofilia e por isso ele lamentou a decisão da Igreja.
Com informações da VEJA
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21 de jan. de 2012

Ateu é condenado a 5 anos de prisão por escrever no Facebook: “Deus não existe”



Um ateu foi acusado de blasfêmia e preso depois de ser denunciado pelo Conselho de Ulemás da Indonésia. O arquipélago da Indonésia, com 210 milhões de habitantes é o maior país muçulmano do mundo. Estima-se que 90% de sua população segue o Islã. Os ulemás são um tipo de líder religioso muçulmano.
O Comissário Chairul Aziz, chefe de polícia de Dharmasraya, cidade da ilha de Sumatra disse em entrevista ao jornal Jakarta Globe que os representantes do Conselho de Ulemás e de outras organizações islâmicas acreditam que Alexander, 31, afrontou o Islã usando passagens do Alcorão para negar a existência de Deus.
Alexander, um funcionário público, pode ser condenado a passar cinco anos na prisão por escrever “Deus não existe” na página do Facebook do grupo que ele modera, “Ateis Minang” (“Os ateus de Minang”). Essa página tem 1.361 seguidores.
De acordo com seu perfil pessoal no Facebook, ele foi criado muçulmano, mas em 2008 decidiu não mais seguir a religião de seus pais. Suas postagens aparentemente foram removidas após sua detenção.
Seu breve comentário acabou gerando um debate sobre religião com outros usuários da rede social. Logo em seguida ele também teria escrito: “Se Deus existe, por que acontecem coisas ruins?” e também “Se Deus é misericordioso, deveriam acontecer apenas coisas boas”.
O que começou como uma argumentação on-line, acabou levando dezenas de pessoas irritadas com Alexander a invadir o escritório onde ele trabalhava. Entre elas estavam alguns de seus colegas de trabalho. Além de passarem a discutir verbalmente dentro escritório, alguns passaram a agredi-lo violentamente. A polícia então foi acionada e agora Alexander está em regime de prisão preventiva.
O comissário Chairul explica que o problema maior foi Alexander ter usado o Alcorão para justificar seu ponto de vista ateu. ”Ao fazer isso, ele violou as leis antiblasfêmia do país, ofendendo o Islã.”
“O homem disse aos investigadores da polícia que, se Deus realmente existe e tem poder absoluto, por que ele não impedir que coisas ruins acontecendo neste mundo.”
O Código Penal da Indonésia prevê uma pena de até cinco anos para o crime de blasfêmia, definido como “expressar publicamente sentimentos ou fazer algo que divulgue abusos, ódio ou ofensas a certas religiões na Indonésia, de forma que possa fazer alguém desacreditar a religião”.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, presidida por Ifdhal Kasim pediu que a polícia mantenha-se neutra e não sinta-se forçada a agir pela pressão da maioria.
“Eles deveriam proteger a liberdade de expressão, em vez de ouvir os apelos da maioria”, disse ao jornal. ”A polícia deve permanecer neutra, em vez de cumprir a lei subjetivamente”.
Ele também atacou o  Conselho de Ulemás, dizendo que é uma organização religiosa e não uma instituição estatal. ”Se todo mundo obedece o que o Conselho diz, seguir a lei será impossível”.
Um membro de uma importante organização ateísta da capital Jacarta, disse que o caso é uma clara violação dos direitos humanos. Ele não quis ser identificado, pois teme por sua segurança. “Se o Conselho de Ulemás pensa que há um amigo imaginário lá em cima, isso não significa que as outras pessoas também devem acreditar “, disse ele. ”Por que não podemos criticar a religião? Isso é contra a liberdade de expressão e os direitos humanos.”
Traduzido e adaptado The Blaze e The Jakarta Globe
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20 de dez. de 2011

Sargento evangélico é condenado por intolerância religiosa


Sargento evangélico é condenado por intolerância religiosa
O Superior Tribunal Militar (STM) condenou o terceiro-sargento José Ricardo Mitidieri a dois meses de prisão por ter constrangido um soldado. O sargento é pastor evangélico e teria apontado uma arma para a cabeça de Dhiego Cardoso Fernandes dos Santos que é praticante do candomblé.
O Ministério Público Militar (MPM) denunciou o caso que aconteceu no Exército do Rio de Janeiro em abril de 2010 alegando intolerância religiosa, pois pastor da igreja evangélica Comunidade Cristã Ministério da Salvação tentou “testar” a convicção religiosa do subordinado.
Os relatos do processos contam que após ouvir outros militares comentando que o soldado Cardoso dizia que tinha o “corpo fechado” (isto é, protegido de qualquer mal), o sargento Mitidieri se dirigiu até o subordinado com uma pistola 9 milímetros em punho e apontou para a cabeça do soldado.
Os relatos da MPM dizem que por duas vezes o evangélico questionou se o soldado realmente tinha o corpo fechado e todas as respostas foram afirmativas. Então o sargento pediu para que o soldado contasse até três, mas antes de terminar a contagem o Mitidieri abaixou a arma e disse: “Não é para você brincar com coisa séria. Você tem que aceitar Jesus!”
O sargento disse em depoimento que chegou a pedir desculpas e que não tinha  a intenção de humilhar o soldado, “mas defendê-lo de brincadeiras posteriores”, além disso a arma apontada não estava com munição letal.
Mas para o Ministério Público o soldado Cardoso foi submetido “a um verdadeiro teste de fé religiosa” e “apostou sua vida ao responder afirmativamente à pergunta que lhe foi feita pelo réu, sendo certo que não há previsão legal no sentido de que alguém seja obrigado a testar ou provar sua fé religiosa, independentemente da crença que possui ou da doutrina que segue. Ao contrário, a Carta Magna assegura a inviolabilidade da liberdade de consciência e crença”.
O ministro do STM, Francisco Fernandes, relator do processo, também acredita que a atitude do pastor constrangeu o subordinado e se caracteriza como intolerância religiosa. Até o Centro de Comunicação Social do Exército condenou, através de uma nota, a atitude do cristão e disse que não aceita nenhuma forma de intolerância dentro de seus quartéis. O réu pode recorrer ao processo em liberdade.
Com informações Extra
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