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4 de abr. de 2012

Yousef Nadarkhani recebe visita de seus filhos na prisão





De acordo com novas informações do Centro Americano de Lei e Justiça (ACLJ) no dia 2 de abril o pastor Yousef Nadarkhani pode receber a visita de um de seus filhos que estava fazendo aniversário. A instituição diz que isso não só prova que o pastor iraniano está vivo como também que ele está recebendo “um tratamento especial”.
Um funcionário da ACLJ comentou que ainda este mês Nadarkhani estará completando 35 anos e que a visita de seu filho mostra como ele é um pai dedicado. “Isso não só significa que o pastor Yousef ainda está vivo, mas é uma preciosa lembrança de que na luta para libertação de um pai amoroso, um marido dedicado, um pastor cuidadoso e dedicado a Cristo”.
Há dois anos e meio Yousef Nadarkhani foi preso acusado de apostasia por se converter ao cristianismo e testemunhar sua nova fé fazendo com que muitos muçulmanos abandonassem o Islã para seguir a Cristo.
Ele chegou a ser condenado à morte por enforcamento, mas continua preso aguardando a sentença final da autoridade máxima do Irã. Ele ainda corre risco de ser enforcado por não aceitar negar a Cristo, mas a pressão internacional tem mantido o pastor iraniano vivo.
Diante das informações divulgadas pelo Centro Americano muitos países já se posicionaram pedindo a libertação de Nadarkhani entre eles os Estados Unidos, Holanda, Alemanha, México, França, Inglaterra e até mesmo o Brasil que tem uma boa relação diplomática com o Irã.
Os dois filhos do pastor Yousef, Daniel de nove anos e Yoel de sete esperam pela libertação do seu pai juntamente com a sua mãe, Fatema Pasindedih.
Traduzido e adaptado de Christian Post


Fonte: GospelPrime
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21 de jan. de 2012

Ateu é condenado a 5 anos de prisão por escrever no Facebook: “Deus não existe”



Um ateu foi acusado de blasfêmia e preso depois de ser denunciado pelo Conselho de Ulemás da Indonésia. O arquipélago da Indonésia, com 210 milhões de habitantes é o maior país muçulmano do mundo. Estima-se que 90% de sua população segue o Islã. Os ulemás são um tipo de líder religioso muçulmano.
O Comissário Chairul Aziz, chefe de polícia de Dharmasraya, cidade da ilha de Sumatra disse em entrevista ao jornal Jakarta Globe que os representantes do Conselho de Ulemás e de outras organizações islâmicas acreditam que Alexander, 31, afrontou o Islã usando passagens do Alcorão para negar a existência de Deus.
Alexander, um funcionário público, pode ser condenado a passar cinco anos na prisão por escrever “Deus não existe” na página do Facebook do grupo que ele modera, “Ateis Minang” (“Os ateus de Minang”). Essa página tem 1.361 seguidores.
De acordo com seu perfil pessoal no Facebook, ele foi criado muçulmano, mas em 2008 decidiu não mais seguir a religião de seus pais. Suas postagens aparentemente foram removidas após sua detenção.
Seu breve comentário acabou gerando um debate sobre religião com outros usuários da rede social. Logo em seguida ele também teria escrito: “Se Deus existe, por que acontecem coisas ruins?” e também “Se Deus é misericordioso, deveriam acontecer apenas coisas boas”.
O que começou como uma argumentação on-line, acabou levando dezenas de pessoas irritadas com Alexander a invadir o escritório onde ele trabalhava. Entre elas estavam alguns de seus colegas de trabalho. Além de passarem a discutir verbalmente dentro escritório, alguns passaram a agredi-lo violentamente. A polícia então foi acionada e agora Alexander está em regime de prisão preventiva.
O comissário Chairul explica que o problema maior foi Alexander ter usado o Alcorão para justificar seu ponto de vista ateu. ”Ao fazer isso, ele violou as leis antiblasfêmia do país, ofendendo o Islã.”
“O homem disse aos investigadores da polícia que, se Deus realmente existe e tem poder absoluto, por que ele não impedir que coisas ruins acontecendo neste mundo.”
O Código Penal da Indonésia prevê uma pena de até cinco anos para o crime de blasfêmia, definido como “expressar publicamente sentimentos ou fazer algo que divulgue abusos, ódio ou ofensas a certas religiões na Indonésia, de forma que possa fazer alguém desacreditar a religião”.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia, presidida por Ifdhal Kasim pediu que a polícia mantenha-se neutra e não sinta-se forçada a agir pela pressão da maioria.
“Eles deveriam proteger a liberdade de expressão, em vez de ouvir os apelos da maioria”, disse ao jornal. ”A polícia deve permanecer neutra, em vez de cumprir a lei subjetivamente”.
Ele também atacou o  Conselho de Ulemás, dizendo que é uma organização religiosa e não uma instituição estatal. ”Se todo mundo obedece o que o Conselho diz, seguir a lei será impossível”.
Um membro de uma importante organização ateísta da capital Jacarta, disse que o caso é uma clara violação dos direitos humanos. Ele não quis ser identificado, pois teme por sua segurança. “Se o Conselho de Ulemás pensa que há um amigo imaginário lá em cima, isso não significa que as outras pessoas também devem acreditar “, disse ele. ”Por que não podemos criticar a religião? Isso é contra a liberdade de expressão e os direitos humanos.”
Traduzido e adaptado The Blaze e The Jakarta Globe
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