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3 de jan. de 2012

Adolescente cristão é preso no Egito por ridicularizar Maomé no Facebook



Adolescente cristão é preso no Egito por ridicularizar Maomé no Facebook
O estudante de 17 anos, Gamal Massoud, que é um cristão copta, postou desenhos de Maomé na sua página do Facebook. Muitos de seus colegas de escola viram isso como zombaria da imagem do venerado profeta islâmico. Ele acabou detido sob a acusação de profanar um símbolo sagrado.
O adolescente argumenta que ele não postou as imagens, mas que alguém usou sua conta do Facebook sem o seu conhecimento. Mesmo assim, Massoud permanecerá sob custódia da polícia por quatro dias, e pode ter de responder no tribunal as acusações de “desprezo pelo Islã”, que poderá, em caso extremo, condená-lo à morte.
A prisão do estudante causou tumultos em Assuit, sul do Egito, onde muçulmanos atacaram a casa da família Massoud e também a residência de outros cristãos. Membros do exército foram designados para ir até a cidade prevenir vandalismo e acaram tendo de usar bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes muçulmanos.
Este é apenas mais um capítulo em quase de um ano de perseguição  religiosa constante  no Egito. Desde o início a revolta que derrubou  o presidente Mubarack, em fevereiro, o país tem testemunhado um êxodo em massa dos cristãos. Calcula-se que 93 mil cristãos já saíram do país.
Segundo observadores internacionais, os muçulmanos radicais tem feito ataques para ganhar influência política e ter o apoio da maioria dos egípcios.
O confronto mais violento entres os fieis das duas religiões foi em 9 de outubro de 2011, no que ficou conhecido como “o Massacre de Maspero”.  Cristãos coptas fizeram uma marcha pacífica no Cairo, em protesto contra a queima de uma igreja copta no sul do país, quando oficiais militares passaram com tanques no meio da multidão, matando 27 pessoas. Mesmo com manifestações de repúdio em todo o país, apenas três soldados foram acusados ​​de “homicídio involuntário”.
A organização de direitos humanos  Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais  afirmou em nota que “o tribunal militar ignorou os 14 cristãos baleados, incluindo Mina Daniel. Apenas três soldados foram acusados ​​de homicídio culposo. Isso não demostra que houve o mínimo de garantias de seriedade e de justiça nesse julgamento. É uma continuação da tendência dos militares de negar qualquer responsabilidade pelo crime”.
Traduzido e adaptado por Gospel Prime de MSN e Christian Post
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1 de jan. de 2012

Cristianismo pode desaparecer no Iraque, Afeganistão e Egito



Cristianismo pode desaparecer no Iraque, Afeganistão e Egito
O cristianismo pode ser erradicado de países como Afeganistão e Iraque dentro de poucos anos, diz Leonard Leo, presidente da Comissão Norte-americana Pela Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), agência governamental que defende a liberdade religiosa em todo o globo.
Os cristãos egípcios, acrescenta, possivelmente terão um destino semelhante.
Em uma entrevista recente, ele discutiu o futuro das minorias religiosas nos países de maioria muçulmana, especialmente no Iraque, Afeganistão, Egito e Paquistão.
“A situação é quase a mesma em toda a região do Oriente Médio”, disse. “A fuga dos cristãos daquela região não tem precedentes e cresce a cada ano”.
Desde que a guerra no Iraque começou, em março de 2003, as tropas dos EUA continham o que ameaçava tornar-se uma guerra civil. Mas a situação foi catastrófica para a comunidade cristã, pois a violência contra os cristãos aumentou.
Isso inclui um ataque, em outubro 2010, a uma igreja em Bagdá, quando 58 fiéis foram mortos. Calcula-se que 900 mil cristãos fugiram do país desde então, segundo aponta um estudo recente do Grupo Minority Rights International.
O especialista em liberdade religiosa acusa o governo iraquiano de não tomar as medidas adequadas para proteger os cristãos ou processar aqueles que os atacaram. Ele acrescentou que as minorias religiosas sempre foram parte importante da sociedade iraquiana e seu desaparecimento seria um “problema sério”.
As tropas dos EUA saíram do Iraque em 15 de dezembro, e a retirada final do Afeganistão está muito próxima de acontecer.
O relatório anual da agência que trata da liberdade religiosa mostra que no Iraque continuam ocorrendo “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes dessa liberdade”. Pelo menos metade da comunidade cristã iraquiana deixou o país desde a invasão dos EUA. Em 2003, estima-se que havia cerca de 1,2 milhão de católicos, assírios ortodoxos, armênios (católicos e ortodoxos) além de evangélicos no Iraque.
Hoje, líderes comunitários estimam que o número de cristãos gira em torno de 500 mil.
No Afeganistão, “as condições para a liberdade religiosa continuam problemáticas, apesar de alguns avanços nesse sentido desde a queda do regime talibã, no final de 2001″, diz o relatório da USCIRF. A Constituição que foi elaborado com a ajuda do governo dos Estados Unidos ainda permite que o governo afegão negue a liberdade religiosa para as pessoas das religiões minoritárias, incluindo o cristianismo.
No Egito, de acordo com Leo, a violência e a discriminação contra os cristãos pode inspirar uma migração em massa da população copta daquela nação. Isso significa que os muçulmanos radicais poderão atingir seu objetivo.
“Com o que está acontecendo no Egito e as incertezas atuais, há muito pouco incentivo para que um cristão permaneça na sua terra”, disse Leo. “Não me surpreenderia em nada vermos no Egito o que ocorre em um grande número de outros países, onde as pessoas simplesmente vão embora.”
Mesmo no governo de Mubarak, as autoridades não estavam cuidando das minorias adequadamente. Leonard Leo teme que as novas leis no Egito possam restringir ainda mais as igrejas, o que poderia espantar os membros mais jovens da comunidade copta.
Outros países citados pelo relatório USCIRF, onde as comunidades religiosas minoritárias estão enfrentando ameaças incluem o Irã, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.
Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Christian Post
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