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9 de fev. de 2012

Fala que Eu Te Escuto faz ibope da Record crescer nas madrugadas




A grade da TV aberta durante as madrugas é repleta de programas religiosos, mas apenas a Rede Record, da Igreja Universal do Reino de Deus, teve crescimento no Ibope segundo informa a coluna F5 da Folha de São Paulo. O jornalista Ricardo Feltrin teve acesso a dados exclusivos que mostram que a emissora de Edir Macedo teve 10% de crescimento.
Nos dados do PNT (Painel Nacional de Televisão) é possível ver que enquanto a programação laica de emissoras como a Globo e o SBT, que não têm programas religiosos em suas grades, caíram a Record teve aumento de 2,2 pontos no Ibope, sendo que cada ponto represente 58 mil domicílios ligados naquela emissora.
O jornalista explica que os motivos para esse aumento da audiência pode ser as abordagens jornalísticas que o programa “Fala que Eu Te Escuto” passou a fazer e também sua popularidade. Por esses motivos o programa chega a disputar a vice-liderança com o SBT.
A Band, que antes tinha em sua grade da madrugada programas do pastor Silas Malafaia, teve queda de 0,2 pontos no ibope. No horário agora é transmitidos cultos e pregações do apóstolo Valdemiro Santiago, mas até o momento a programação da Igreja Mundial do Poder de Deus está longe de alcançar a Igreja Universal.
Com informações F5 – Folha.com
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5 de fev. de 2012

Pastor critica evangélicos que postam palavrões nas redes sociais



O reverendo Augustus Nicodemus Lopes da Igreja Presbiteriana do Brasil publicou em seu blog um artigo falando sobre evangélicos que postam fotos “meio-eróticas” e palavrões em suas páginas do Facebook. O religioso que tem mais de 3 mil amigos na rede social fica chocado em ver como os ditos seguidores de Jesus podem usar essas palavras em seu cotidiano.
O que o reverendo percebe é que as mesmas pessoas que postam declarações de fé e amor a Jesus também transmitem conteúdo com palavras “chulas e palavrões do pior tipo”. Nicodemus Lopes então questiona se é lícito um cristão falar ou escrever palavrões.
Ele lembra que muitos crentes justificam suas palavras dizendo que não tem nenhuma intenção maligna ou pornográfica ao proferir essas palavras. “Todo mundo usa, trabalho ou estudo num ambiente de descrentes e não quero parecer um ET”, exemplificou.
Mas o reverendo presbiteriano deixa alguns versículos bíblicos que condenam esse tipo de linguajar como Efésios 4:29 que diz: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.
Não é apenas esse trecho da Bíblia que condena as palavras chulas, Efésios 5: 3-7 também alerta sobre conversação torpe, assim como outros versículos citados pelo chanceler do Mackenzie, que chega à conclusão de que “a pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras”.
Mas apesar de todas as justificações que possam ser feitas sobre as diferenças regionais e do vocabulário formal que agregou palavras que antes eram consideradas obscenas, o reverendo discorda que um cristão possa falar palavrões e vai mais longe: diz que isso é retrato de um cristianismo superficial.
“Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial, tem muita gente que se diz evangélica, mas que nunca realmente experimentou o novo nascimento”, disse ele.
Confira o artigo na íntegra aqui.
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25 de jan. de 2012

Católicos acrescentam elementos “exóticos” nas missas para conquistar mais fiéis


As decisões do Concílio Vaticano II (1962-1965) geraram uma divisão dentro da Igreja Católica Romana. Embora alguns alegassem o abandono da tradição, com missas em latim e o sacerdote de costas para o povo, outras acreditavam que era hora de uma “abertura”. Mais tarde, com o avanço dos evangélicos e a considerável diminuição na frequência das missas por parte dos católicos, muitas foram às inovações.
Nem só das músicas e coreografias de padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo vive a Igreja Católica brasileira. Já existem celebrações com elementos culturais típicos de uma região ou grupo de pessoas. Surgiram assim missas tão diferentes como latina, gauchesca, afro, árabe e até sertaneja.  “Na verdade, a eucaristia e os sacramentos são os mesmos. Todas essas celebrações fazem parte do que se convencionou chamar ritos litúrgicos ocidentais da Igreja Católica. Apenas foram feitas adaptações, de acordo com as peculiaridades de cada região ou grupo” explica Antônio Aparecido Pereira, da Arquidiocese de São Paulo.
Há missas bem tradicionais, que fazem o fiel se sentir em alguma catedral da Idade Média.  Na Paróquia São Paulo Apóstolo, na capital paulista, é possível ver no altar o padre Aldo de costas para os fiéis, em direção ao Oriente, anunciando o evangelho em latim. Essa missa segue o chamado “antigo Rito Romano”.  O padre usa inclusive as vestimentas medievais típicas. Além da batina preta, o padre usa uma túnica branca por cima e uma estola sobre o pescoço.
Com o consentimento do Vaticano e a orientação do bispo ela é celebrada uma vez por semana.  Essas missas foram autorizadas em 2007 pelo Papa Bento XVI numa tentativa de reaproximar os católicos insatisfeitos com as reformulações propostas pelo Concílio Vaticano II.
No sul do Brasil, há muito que já é comum a chamada “missas crioulas”, que foram idealizadas pelo padre Paulo Murab Aripe e tiveram início nos Centros de Tradição Gaúcha (os CTGs). As celebrações utilizam símbolos da cultura gauchesca e inclusive expressões típicas foram incorporadas às homilias.  Cuia de chimarrão, espeto de churrasco e lampiões ornamentam o altar.
Os cânticos são entoados no ritmo dos violeiros, e quase todos os fiéis trajam  bombachas e botinas, enquanto as mulheres usam os vestidos característicos.
Adriano Rizzi, responsável pelo CGT Capitão Ribeiro, na cidade de Capitão, Rio Grande do Sul, explica como acontece a missa no galpão: “Há sete anos introduzimos a ‘missa crioula’ às celebrações do CTG e, a cada vez, um novo elemento é apresentado. Certo dia, por exemplo, o padre dispensou o sermão e pediu para algum voluntário declamar o texto de um poeta da região”,
Em São João de Meriti, perto da capital do Rio de Janeiro, as missas conduzidas pelo Frei Athaylton Jorge Monteiro Belo, o frei Tatá,  usam o atabaque para ditar o ritmo da celebração. Na Paróquia de São João Batista, o instrumento de percussão que muitas vezes foi associado à umbanda e ao candomblé é ponto central da missa. Além da música animada, as cores vibrantes das roupas e colares dos fiéis são características marcantes da missa afro. Durante o ofertório, as mulheres dançam ao som dos tamborins com cestas de frutas, legumes e pães, que são divididas por todos no final do ritual.
Frei Tatá explica “A missa afro ganhou força no Brasil na preparação da campanha da fraternidade sobre o sobre o negro, em 1988 [Centenário da Abolição da Escravatura]. Quando vim pra cá em 1997, ela já havia sido consolidada por frei David Raimundo dos Santos, da Educafro, que envolveu padres, religiosos e leigos da América Latina e Caribe, com alguns teólogos ligados à teologia da libertação”, explica.
Já os imigrantes descendentes de sírios e libaneses, que ainda  preservam a língua árabe inclusive nas missas, procuram a paróquia Nossa Senhora do Paraíso, em São Paulo. Essa é apenas uma das igrejas greco-católicas melquitas do país. O rito melquita, assim como o maronita, possui uma estrutura muito parecida com o rito da Igreja Católica Latina Romana (primeiro a liturgia e depois a oferenda), que tem suas raízes nos rituais da época de Constantinopla e que foram elaborados por São João Crisóstomo.
“Na Nossa Senhora do Paraíso, como temos uma comunidade árabe, fazemos a missa em grego, árabe e português duas vezes por semana.”, explica o padre sírio. “A missa é mantida assim por tradição, porque os imigrantes, especialmente os mais velhos, gostam de assistir a missa na língua que aprenderam quando crianças, sentem-se mais próximos. Também aparecem curiosos e fiéis de outras paróquias, que acham esse tipo de ritual interessante”.
Em um telão na igreja é projetada a transcrição das partes da cerimônia feitas em árabe e grego. A leitura do Evangelho é feita em árabe e português e as partes responsoriais, em que  os fiéis respondem ao sacerdote, são feitas por um coral, em grego.
Em Guarinos, interior de Goiás, as missas e cerimônias como casamentos, são feitas ao som de música caipira, numa verdadeira “missa sertaneja”.  Valdivino Borges Junior, conhecido como  padre Junior Periquito é o responsável pela adaptação das cerimônias da Santa Sé.
“É uma celebração da missa como as outras. A diferença é que ela está carregada de elementos sertanejos e agropecuários”, explica o sacerdote que  alia à batina, o chapéu de vaqueiro e um berrante. Devido ao sucesso das celebrações, reuniu uma banda de quatro músicos e gravou, no ano passado, o primeiro CD e DVD “Missa Sertaneja – Pe. Junior Periquito”. Ele diz que hoje recebe dois ou mais convites por mês e como muitos de seus encontros são itinerantes, o Padre Periquito mantém um blog e um perfil no Twitter para avisar os fiéis dos locais de reunião.
Com informações do Canal Delas – IG
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11 de jan. de 2012

E enquanto isso… Barro nas Mãos do Oleiro


 E enquanto isso... Barro nas Mãos do Oleiro

 ” Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos.”
Isaías 64:8  (amém)
        Graça e Paz do Senhor!
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8 de jan. de 2012

Arquidiocese de Goiânia afasta padre que usava a Bíblia nas missas


Arquidiocese de Goiânia afasta padre que usava a Bíblia nas missas
Em um país que já se acostumou a ver padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo atraírem multidões é de se estranhar que o sacerdote Luiz Augusto Ferreira da Silva, 51, da paróquia Sagrada Família em Goiânia seja punido por ser popular.
Chamado de “evangelizador das multidões”, em sua igreja recolhia mensalmente cerca de R$ 450 mil em dízimo (a maior arrecadação de Goiás). Além das missas concorridas, o padre liderava projetos sociais que faziam distribuição de cestas básicas, acolhi moradores de rua e ajudava dependentes químicos com parte da arrecadação. Padre Luiz levava alimentos, brinquedos e celebrava missas para as pessoas que moram em meio ao lixo depositado diariamente no aterro sanitário de Aparecida de Goiânia.
Depois de 15 anos na Sagrada Família, Luiz Augusto, teve de restringido o seu contato com os fiéis por imposição da Arquidiocese de Goiânia. Transferido de paróquia duas vezes por ordem de dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia, está agora proibido de celebrar missas para o público e de participar de programas de rádio e de TV.
Segundo a reportagem da revista ISATOÉ desta semana, não há um motivo claro para essa decisão.  “Trata-se de um caso de nítida perseguição a esse sacerdote, um líder nato que arrebanha multidões, mas causa inveja e ciúme”, disse à revista a odontopediatra Soraya Sebba Chater.
Ela conta que foi criada uma comunidade virtual de apoio ao padre e uma passeata em favor do padre com seis mil fiéis, além de um abaixo-assinado apoiado por cinco mil pessoas pedindo a permanência do pároco na Sagrada Família.
Entre os insatisfeitos está  Maria Dulce Loyola Teixeira, 60, que relata a indignação dos fiéis em um blog. Ela disse: “O público se manifesta, canta, há uma grande euforia nas pregações do padre Luiz Augusto. E os superiores dele veem nisso um excesso”.
Ainda segundo a  revista, um dos motivos para a censura é a liturgia empregada pelo sacerdote, pois ele usa a Bíblia e não os tradicionais folhetos em suas cerimônias. No site A Redação,a leitora Jessika Vitória, que afirma conhecer o padre e seu trabalho, deixou o seguinte comentário “Só porque ele não usava folheto na missa e fazia uso da Bíblia era perseguido”.
Um sacerdote funcionário do Tribunal Eclesiástico de São Paulo, declarou: “Eu acredito que o afastamento dele deve ter partido de uma regra disciplinar do próprio bispo local.”
Segundo a arquidiocese, Luiz Augusto  está passando por um processo de “correção da postura pastoral”, que incluem aconselhamentos com o bispo auxiliar de Goiânia, dom Waldemar Passini Dalbello.
Em sua defesa, o padre afirma apenas que “Sinceramente, não vejo motivo para eu seguir afastado… Passei pela Canção Nova (comunidade), onde padres celebram normalmente. Vejo o mesmo na Shalom. Eu não escolheria vir para cá, quando fui transferido da Sagrada Família, se soubesse que aqui eu não poderia celebrar… Se a arquidiocese tem a intenção de me corrigir, me ajudar, tudo bem. Mas seria falso se dissesse que estou contente”.
Com informações A Redação e Isto É
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