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22 de jan. de 2012

Dia da Intolerância Religiosa é marcado por protestos em todo Brasil


No dia 21 de Janeiro é comemorado o Dia de Combate à Intolerância Reliosa em todo o Brasil, data que foi marcada por diversos protestos nas principais capitais do país onde líderes das principais religiões se uniram para pedir respeito entre as diferenças religiosas.
Em Salvador, Bahia, um ato ecumênico serviu para unir participantes de diversas religiões como umbandistas, espíritas, católicos e evangélicos para discutirem suas diferenças e provarem que é possível conviver em paz com outros povos. O ato aconteceu no salão nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A data além de ser nacional, sancionada através da Lei nº 11.635/07 assinada pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva, também é uma data comemorativa na capital baiana, pois homenageia Gildásia dos Santos e Santos, popularmente conhecida como Mãe Gilda. A sacerdotisa do terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador, morreu de enfarte, após ver a própria foto publicada no jornal de uma igreja evangélica, acompanhada de insultos.
No Ceará uma marcha foi organizada para protestar contra vários tipos de intolerância religiosa, principalmente contra ex testemunhas de Jeová que sofrem perseguições tanto das lideranças como também de familiares. Os ex membros da Testemunha de Jeová espalharam outdoors nas principais avenidas de Fortaleza para denunciar a discriminação odiosa que milhares de milhares de ex testemunhas de Jeová vivenciam no território brasileiro.
Fora isso, também estão sendo movidas ações penais contra a liderança da citada religião e também outras ações por danos morais, pois para um ex- TJ  não se configura apenas uma excomunhão qualquer, mas uma desagregação social e familiar sem precedentes.

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16 de jan. de 2012

Religiões afro-brasileiras produzem direito de resposta coletivo contra Rede Record. Assista



Religiões afro-brasileiras produzem direito de resposta coletivo contra Rede Record. Assista!
A rede Record de televisão e seus associados (Record News, portal R7, diversos jornais e rádios) tem uma estreita ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus. O grupo de comunicação foi comprado pelo bispo Edir Macedo e tem entre seus diretores vários bispos da IURD.
No final do ano passado, a Record foi alvo de protestos de alguns grupos católicos. Eles acusavam a emissora de perseguição. Mostravam indignação com reportagens exibidas pela emissora  que, segundo eles,  fazia “ataques ao catolicismo”.
Surgiu então um movimento chamado “Brasil Sem TV Record”. Através das redes sociais, conseguiram mobilizar os católicos a boicotarem a TV Record no dia 16 de dezembro. A emissora garante que a iniciativa “não teve êxito”. Na mesma época surgiu no Twitter a hashtag #jornalismodeterceira que também pedia para que os católicos não assistissem mais a programação da Record.
Além dos católicos, entidades afro-brasileiras decidiram abrir um processo contra o canal de TV alegando “discriminação” contra suas práticas religiosas. Em uma decisão inédita do Ministério Público Federal, as entidades foram autorizadas a produzir um vídeo com “direito de resposta” que deveria ser exibido gratuitamente pela Rede Record no final de 2011. Mas a emissora recorreu da ação e conseguiu impedimento, ao menos por enquanto.
Logo na abertura, o telespectador é informado que trata-se de “direito de resposta concedido pela Justiça Federal ao Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), ao Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB) e ao Ministério Público Federal, autores da ação contra o enfoque negativo e discriminatório das religiões afro-brasileiras”.
O vídeo de quase uma hora de duração, foi produzido pela TV PUC e tem a participação de diversos representantes de entidades religiosas  afro-brasileiras, católicas, budistas e muçulmanas, além de profissionais de comunicação e artistas. Intitulado “Diálogo das Religiões”, é basicamente um apelo pela convivência harmônica entre as diferentes vertentes religiosas do país.
Curiosamente, trata-se da mesma reclamação de um grupo de evangélicos pentecostais. Em uma reportagem exibida durante o “Domingo Espetacular”, abordou-se a polêmica prática de “cair no Espírito” que é discutida entre evangélicos pentecostais e tradicionais há, pelo menos, 20 anos.
Os repórteres da Record compararam a prática ao que ocorre em centros espíritas e mostraram imagens da cantora Ana Paula Valadão, do ministério Diante do Trono, com depoimentos de pastores dizendo que a prática não era “de Deus”. Revoltados com a matéria, evangélicos fizeram a hashtag #vergonharecord chegar aos TTs mundiais.
Logo em seguida, vários pastores e ministérios se demonstraram descontentes com a abordagem da Record, em especial Silas Malafaia que chamou o programa de “palhaçada de Edir Macedo contra os pentecostais”.
Apesar de provocar indignação em movimentos religiosos tão diferentes, apenas os seguidores das religiões afro entraram e ganharam o direito de resposta. Daniel Teixeira, coordenador do CEERT, diz que como o caso ainda está em juízo, poucas informações podem ser dadas a respeito.
A Record não se pronunciou sobre o assunto. Certamente, o caso ainda terá desdobramentos nos tribunais e a emissora da IURD poderá ter de exibir na íntegra o vídeo abaixo.
Assista:
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30 de dez. de 2011

Bispo cancela missa do dia 30 para evitar a participação de religiões de matrizes africanas



Lavagem da escadaria depois da missa, em 2010
O bispo Dom Martinez Alvarez, de Corumbá, Mato Grosso do Sul, decidiu cancelar a missa do dia 30 de dezembro na Igreja Matriz para evitar que o ritual feito por integrantes do candomblé e da umbanda aconteçam.
Há sete anos os grupos de religiões de matrizes africanas assistem à Santa Missa do dia 30 sentados nos primeiros bancos da igreja. Após a celebração eles saíam do templo e lavavam a escadaria da igreja.
A participação desses religiosos foi vetada pelo bispo, com consentimento do padre local, e depois dessa decisão eles acharam melhor cancelar a missa. “Não foi um cancelamento de um momento para outro, foi uma decisão pensada”, disse Alvarez.
O motivo foi a falta de coerência religiosa na tradicional missa. “é uma questão doutrinária”, disse Dom Martinez. Ele diz que as duas religiões nunca tiveram um acordo e que, portanto a missa não deveria acontecer.
O presidente da Associação Corumbaense das Religiões de Matrizes Africanas do Pantanal e Região (Acorema) e delegado das religiões de matrizes sul-africanas do Centro Oeste, Clemílson Pereira Medina, nega que tenha sido avisado oficialmente pelo bispo da decisão de cancelar a missa. “Corumbá vai perder com isso, eles [bispo e padre] não estão respeitando nem os fieis da igreja deles; as famílias mais tradicionais da cidade esperam essa missa”, disse.
Medina também afirmou que a lavagem da escadaria vai acontecer no dia 30 mesmo sem ter missa no local. Pois já é um ritual que faz parte da cultura local. Um dia antes eles planejam uma caminhada em defesa da liberdade religiosa.
Com informações G1
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