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11 de jan. de 2012

Pesquisador contesta pesquisas que afirmam que a fé influência a saúde



Pesquisador contesta pesquisas que afirmam que a fé influência a saúde
Muitas pesquisas estão sendo divulgadas dizendo que a fé tem algum efeito positivo na saúde de pessoas mais religiosas, mas apesar dessas pesquisas o professor de medicina Richard Sloan, da Universidade de Columbia, Estados Unidos, garante que não há nenhuma relação entre a fé e a saúde e diz que esses estudos querem vender uma religião.
Para ele não há nenhuma evidência de que acreditar em algo pode melhorar a saúde e por isso ele está lançando um estudo intitulado de Blind Faith: The Unholy Alliance of Religion and Medicine (Fé Cega: a aliança profana entre religião e medicina, em tradução livre). “A grande maioria dos estudos tem graves problemas metodológicos”, afirma o autor.
Em entrevista para o site da revista Veja ele explica sua opinião dizendo que estudos já lançados dizendo que a fé auxiliar na recuperação pode ser uma afronta a ética médica. “Ficar doente já é ruim o suficiente. E fica pior se a doença vem acompanhada pelo peso na consciência por não ter sido crente o suficiente.”
O principal problema dessas pesquisas, de acordo com Sloan, é a metodologia usada. “Alguns usam amostras muito pequenas e escondem ou ignoram dados, escolhendo os que dão força às conclusões”, diz ele.
“Existe um problema na metodologia da literatura médica que é o das múltiplas comparações. Escolhe-se uma ou mais hipóteses e são feitos inúmeros testes. Eventualmente, se acha um resultado que atinge significância estatística, mas isso é metodologicamente inadequado”.
Mas ele concorda que a religião (seja ela qual for) pode sim beneficiar a saúde das pessoas, mas por outros aspectos. “A religião, talvez, ajude de outras formas. Pessoas religiosas podem fumar menos, beber moderadamente, se exercitar mais… Ou talvez não. Mas como afirmar com certeza que a religião é a responsável por isso? Não é assim que se faz ciência”.
Em sua declaração o professor universitário diz que a motivação desses pesquisadores é promover uma atividade religiosa. “E usar a medicina para promover religião é uma violação dos valores éticos da medicina. E uma violação da liberdade religiosa”.
Entre as pesquisas afirmando melhora de pacientes religiosos está uma recente pesquisa norueguesa que dizia que pacientes religiosos correm menos risco de ter hipertensão, pesquisa que Sloan refuta. “Eles sempre atraem a atenção da imprensa. A combinação de medicina é religião é simplesmente muito atrativa para que seja ignorada. Então eles escrevem sobre isso o tempo todo, mas o que escrevem é ruim”.
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4 de jan. de 2012

Inscrição em pedra é projeto da Torre de Babel, diz pesquisador



Inscrição em pedra é projeto da Torre de Babel, diz pesquisador
A conclusão de uma inscrição de 2.600 anos foi feita por especialistas e publicadas no livro ”Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts in the Schoyen Collection” (“Inscrições Reais em Cuneiforme e Textos Relacionados da Coleção Schoyen”) onde eles afirmam que a pedra estudada trata-se da placa comemorativa da inauguração da Torre de Babel.
A pedra faz parte da coleção de antiguidades de Martin Schoyen, um empresário norueguês que tem, entre outras coisas, peças com inscrições em cuneiforme (difícil sistema de escrita do antigo Oriente Médio) feitas a mando dos reis da Mesopotâmia, no atual Iraque.
Entre as pelas analisadas está a estela (um poste de pedra) erigida entre os anos de 605 a.C. e 562 a.C., quando Nabucodonosor II governava a Babilônia. A pedra está coberta com textos e desenhos relatando a construção de uma obra.
Os estudiosos disseram que o nome dessa obra era Etemenanki. Em sumério, idioma que já era arcaico nos tempos de Nabucodonosor II, a palavra significa “templo das fundações da terra e do céu”. E o rei da Babilônia carrega nas tintas propagandísticas ao descrever como construiu a estrutura, cuja altura, segundo relatos posteriores, chegava a mais de 90 m.
Acredita-se que o nome Babel (“A Porta do Deus”) é apenas o nome dado pelos antigos hebreus à Babilônia e por isso a estela tem grande probabilidade de ser a inspiração para esse relato bíblico que narra a divisão das línguas entre os povos.
A inscrição da pedra é credita ao próprio Nabucodonosor e diz: “[Para construí-la] mobilizei todos em todo lugar, cada um dos governantes que alcançaram a grandeza entre todos os povos do mundo. Preenchi a base para fazer um terraço elevado. As estruturas construí com betume e tijolo. Completei-a erguendo seu topo até o céu, fazendo-a brilhar como o Sol”.
A equipe liderada por Andrew George, especialista em babilônio do University College de Londres, publicou pela primeira vez a descrição detalhada da estela no livro.
Se essa hipótese estiver correta será a estela mais antiga com a representação da Torre de Babel, mas não há como provar em evidências mais diretas que a inscrição trata-se mesmo do episódio descrito na Bíblia.
Com informações BOL
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