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28 de jan. de 2012

“O Diabo no Banco dos Réus”: Ateus lançam campanha na internet contra filme cristão



Grupos ateus estão atacando o filme “O Diabo no Banco dos Réus”, considerado por muitos o melhor longa cristão do ano passado. Um desses grupos chegou a enviar uma mensagem por e-mail avisando os produtores que foi o primeiro “ataque em massa” no site IMDb (Internet Movie Database). Dentro de três dias, a classificação do filme caiu de sete para quatro pontos no IMDb, o maior e mais influente site sobre cinema da Internet.
Comentários depreciativos como “propaganda religiosa”, “lavagem cerebral cristã”, “idiotice cristã”, e “eliminem os cristãos” permeiam a seção de comentários do filme.
“Foi um ataque direto a todos os crentes. Em apenas um dia, mais de 400 pessoas optaram pela menor nota apesar de nem terem visto o filme”, disse um porta-voz da RiverRain Productions. “Avisamos o IMDb sobre este ataque, mas eles não fizeram nada. Outros filmes cristãos, como Corajosos e Desafiando Gigantes, também sofreram esses ataques. Esta é uma forma de manchar a reputação e desacreditar esses filmes. ”
De acordo com a página do filme no Facebook, o ataque no IMDb veio de “um grupo de ateus que baixaram o filme ilegalmente”, pois ele ainda não saiu em DVD nos EUA. Eles estão cientes que essa “onda” de críticas deve se espalhar por outros sites e deve continuar por algum tempo. Sem dúvida os próximos lançamentos serão boicotados e ridicularizados como parte  dessa campanha.
O diretor e os produtores de “O Diabo no Banco dos Réus” estão pedindo dos cristãos uma atitude de perdão: “Temos que mostrar-lhes o amor”, diz o diretor do filme Tim Chey, ”Jesus disse que se eles me odeiam, vão odiar vocês.”
Tudo começou, aparentemente, porque “O Diabo no Banco dos Réus” foi mencionado pelo jornal Los Angeles Times numa matéria. O jornal destacou que o filme teve 100 mil downloads ilegais em cerca de 50 sites ilegais.
“É um dos filmes independentes mais baixados da história, o que, na verdade é um elogio”, diz Chey. “Estou feliz por espalharmos a Palavra a tantas pessoas.”
Embora a maioria dos diretores pudesse expressar tristeza por sua perda de lucro, Chey acredita que até pirataria é parte do agir de Deus. “A história e o título do filme chamam atenção do público secular. Eles vão assistir esperando um filme de terror e acabam sendo atingidos com a mensagem do Evangelho… Isto é evangelismo”, comemora.
Sobre o ataque coordenado dos ateus, ele é enfático: “Deixo a vingança para o Senhor. O mundo é cego. Eles pegam o único filme em Hollywood que traz luz para um mundo “sombrio “. Mas nossa batalha não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados do inimigo “, lembra o diretor.
Tim Chey conta que ele já foi um cético, sua conversão para uma vida com Jesus Cristo aconteceu depois dos trinta anos de idade. Devido à sua experiência anterior, não se preocupa e avisa que “essas ameaças” contra seu filme não irão intimidá-lo.
“Tivemos mais de 72 pessoas aceitando a Cristo depois de uma exibição do filme numa igreja. Isso é que me alegra. Disse à minha mulher que já valeu por todos os ataques”, explica o diretor. Ele lembra ainda do apóstolo Paulo, que também sofreram ataques e julgamento críticos por causa sua fé em Jesus Cristo.
“O Diabo no Banco dos Réus” estreou no cinema em agosto de 2011. Alcançou a maior média de bilheteria de um filme independente no país e foi filme cristão mais visto nos Estados Unidos no ano passado.
O drama é estrelado por Malcolm McDowell, Rebecca St. James, Corbin Bernsen, Shannen Fields (Facing the Giants), Tom Sizemore, Ros Gentle e Bart Bronson. O grupo de louvor Hillsong também participou no filme, que foi rodado em Sydney, Austrália.
O longa conta a história de Luke O’Brien, um zelador que estuda direito à noite. Ele decide processar Satanás (Malcolm McDowell), pedindo US$ 8 trilhões de dólares. No último dia, antes que Luke receba do juiz uma decisão à revelia, Satanás aparece para se defender. Na equipe legal de Satanás estão 10 dos melhores advogados do país. O mundo inteiro assiste na TV quem vai ganhar o julgamento do século.
O filme é descrito como “um thriller jurídico de alto conceito. Uma batalha espiritual que se passa em um tribunal”. Já está disponível no Brasil, sendo distribuído pela Graça Filmes.
Traduzido e adaptado de Christian Post e Charisma News
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20 de jan. de 2012

Ateus organizam primeiro encontro nacional no Brasil


Ateus de diversas partes do Brasil estão se organizando via redes sociais para o 1º Encontro Nacional de Ateus que acontecerá em 15 estados diferentes. A reunião tem como objetivo comemorar o dia do orgulho ateu, data marcada como dia 12 de fevereiro, dia do nascimento de Charles Darwin (1809-1882) que formulou a Teoria da Evolução.
A ideia do encontro partiu dos participantes dos grupos ligados ao tema no Facebook e a jovem Stíphanie da Silva, do Rio Grande do Sul, resolveu coordenador os encontros que rapidamente ganhou adeptos em várias partes do Brasil.
“De início, conseguimos 10 Estados e, após o primeiro banner do encontro e a criação de uma página no Facebook, surgiram outros interessados”, conta a jovem que faz parte de um grupo em franco crescimento que usa as redes sociais para militar em favor do ateísmo.
O 1º Encontro de Ateus acontecerá nos estados de Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Pará, Amapá, Acre, Rondônia., Goiás e também no Distrito Federal.
Além de afirmarem que têm orgulho de serem céticos, essas pessoas que são declaradamente ateus também se manifestam criticando a influência de líderes religiosos em assuntos laicos, pedindo para que a Constituição, que separa a Igreja do Estado, seja respeitada.
Com informações Paulopes
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7 de jan. de 2012

Richard Dawkins lança livro que ensina crianças a serem ateus



Richard Dawkins lança livro que ensina crianças a serem ateus
O biólogo evolucionista Richard Dawkins é um ateu militante. Autor de vários livros de sucesso, incluindo o best-seller Deus: um Delírio, agora se aventura na literatura infantil.
No início deste mês ele lançou The Magic of Reality: How We Know What is true [A mágica da realidade: Como sabemos o que é verdade]. A editora diz que se trará de “uma cartilha científica para o mundo, mostrando sua magia e sua origem, um antídoto para a mitologia de querer ensinar o criacionismo para jovens leitores e substituir a ciência pelo mito”.
O livro conta com belas ilustrações, feitas pelo artista gráfico Dave McKean. Escrito em uma linguagem acessível, procura esclarecer temas e fenômenos naturais baseados apenas na ciência. Seria quase como dizer “o que não pode ser provado cientificamente não existe”. Isso, claro, resulta em dizer que todas as religiões são falsas, pois Deus não pode ser provado cientificamente.
O autor tenta abordar cientificamente coisas que atraem a curiosidade das crianças em idade escolar, como “o que são os terremotos?” Mas ao longo de todas as páginas aborda que a realidade não nos dá espaço para “o mito e o folclore”. Cada capítulo começa falando de uma história conhecida de alguma das religiões do mundo.
A partir disso, Dawkins procura analisar os processos e os fenômenos científicos que estas histórias tentam explicar. O livro vem acompanhado de um aplicativo para iPad, tornando a experiência de lê-lo mais atrativa para essa geração.
O ateu Dawkins explora o conflito entre o conforto e a verdade. Por exemplo, ele explica por que a teoria da evolução é mais fascinante e mais poética que qualquer conto de fadas ou teoria religiosa. Em um determinado trecho, escreve:
“Quando você pensa que aqui estamos nós, neste planeta, um fragmento de poeira girando em torno do sol. Ao longo de quatro bilhões de anos, foi mudando gradualmente, e as bactérias tornaram-se seres que somos hoje. Essa é uma história fascinante”.
Ele lembra a citação famosa de Picasso: “Toda criança é um cientista natural. O problema é como permanecer sendo um cientista depois que ela cresce”.
Todos os pais irão concordar que as crianças precisam da imaginação e do faz de conta que há séculos estão presentes nos livros infantis, nas fábulas e nos contos de fada. Parece um tanto cruel pensar que desde a tenra idade esse “cientista” mirim aprenderá a ver o mundo apenas pelas lentes da ciência.
Por enquanto não há previsão de lançamento desse material no Brasil, mas chama atenção o ineditismo e a ousadia da proposta. Tentar incutir nas crianças que tudo é explicado pela ciência e não deixar espaço para os mistérios da vida e a busca pelo sentido é uma forma sutil, mas terrivelmente eficaz de minar a ideia de um Deus Todo-Poderoso.
Traduzido e adaptado de Brain Pickings
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6 de jan. de 2012

Ateus fundam partido político e querem eleger presidente



Troy Boyle, co-fundador do Partido Nacional Ateu.
Troy Boyle é advogado que trabalha para uma empresa de finanças. Em março do ano passado, ele e um amigo fundaram o Partido Nacional Ateu (NAP, na sigla original), que eles acreditam ser o  primeiro partido político baseado na crença de que Deus não existe.
Boyle, 45, teve a ideia enquanto assistia a uma entrevista com Richard Dawkins, o biólogo evolucionário britânico e autor de vários livros, incluindo o best-seller  Deus: um Delírio. Na entrevista, Dawkins pergunta por que os ateus não se organizam para influenciar a política.
“Aquilo me atingiu como um raio”, lembrou Boyle. De sua casa no Estado de Kentucky, começou a pesquisar o papel dos ateus na política. “Eu não encontrei nada. Então topei o desafio. Decidi começar um partido político”.
O primeiro nome foi Partido do Pensamento Livre, mas sua página no Facebook atraiu apenas algumas centenas de membros. Quando decidiu mudar o nome para algo mais explícito, Partido Nacional Ateu, os apoiadores começaram a chegar rapidamente e hoje já são mais de 8.200.
O NAP tem 7.500 membros formalmente filiados e um capítulo em todos os Estados americanos. O maior capítulo é o da Florida, com 200 membros, e o menor é o Alasca, com apenas dois.
A página oficial do partido afirma que seu objetivo é representar politicamente todos os ateus do país, mas isso tem contribuído para críticas.
Atualmente, o NAP está registrado como um partido político e uma organização sem fins lucrativos. Boyle espera que seu partido seja procurado para apoiar alguns candidatos no futuro.
Porém, uma pesquisa realizada pelo Public Religion Research Institute descobriu que 67% dos americanos sentir-se-iam “desconfortáveis” com um ateu na Casa Branca.
Em 2007, o Pew Research Center constatou que um candidato que não crê em Deus teria dificuldades de ser eleito, pois a rejeição a um ateu é de 63%, superando a de um candidato gay (46%), um mulherengo (39%) ou um mórmon (30%). O sonho do partido ateu é ver isso mudar e chegar a eleger um presidente.
Até o momento, apenas um político abertamente ateu foi eleito. Trata-se de Pete Stark, um deputado democrata da Califórnia.
No sistema bipartidário americano é difícil o fortalecimento de partidos pequenos, mas Boyle que diz que as doações estão chegando e a participação está crescendo.
“Sabemos que somos uma minoria e que isso não vai mudar em curto prazo”, disse.
“Nós simplesmente queremos o direito de existir… Mas uma eleição ou um candidato pode ser influenciado por um pequeno grupo de pessoas… Em dois ou 10 ou mesmo 20 anos, quem sabe quantos ateus não haverá… é uma questão que faz diferença”.
O partido já se posicionou favorável ao casamento gay e um rígido controle da venda e porte de armas. Eles também defendem que a mulher pode decidir se fará ou não um aborto. Também se diz favorável à geração de energia limpa (como solar e eólica) e à legalização do consumo de drogas, mediante receita médica.
Mas o principal objetivo parece ser impedir a infiltração de ideologias religiosas no governo. Embora a Constituição afirme que o Estado é laico, existem muitos favorecimentos.
Traduzido e adaptado de USA Today
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