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3 de fev. de 2012

Mórmons é o grupo religioso mais fiel nos dízimos



Mitt Romney, candidato a presidente dos EUA.
Os mórmons têm ocupado um espaço grande na mídia mundial ultimamente por conta da campanha a presidente do republicano Mitt Romney. Pressionado por seus concorrentes, na semana passada ele divulgou suas declarações de imposto de renda dos últimos dois anos.
Passou-se então a comentar que ele, e sua esposa Ann, doaram pouco mais de 10% de sua renda para a igreja, cumprindo o que sua doutrina ensina sobre o dízimo.
Em todas as religiões a questão financeira aparece de alguma forma e, em especial entre os evangélicos, o dízimo é pregado com frequência. Mas os mórmons não são evangélicos.
Uma investigação sobre doações para igrejas realizada anualmente pelo últimos 34 anos, mostra que a “generosidade de todas as igrejas tem vivido um declínio constante, especialmente nas protestantes” disse Sylvia Ronsvalle.
Ela mostra ainda que, desde 1968, as contribuições foram caindo lentamente de 3,11% do rendimento em média, para 2,38%, entre as igrejas consideradas “tradicionais”. As chamadas neopentecostais são mais difíceis de acompanhar, pois não revelam seus dados sobre arrecadação.
Na opinião de Sylvia as igrejas têm falhado “em chamar as pessoas para investir em uma visão muito maior.” Ela acredita que ainda exista uma disposição maior em doar para missões e para programas que ajudam pessoas bem pobres que para as congregações locais.
Entre os mórmons, no entanto, “o dízimo é um princípio muito forte”, disse Gregory Stock, líder Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Louisiana.
Uma pesquisa  recente do Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública revelou que 79% dos mórmons são dizimistas, uma percentagem muito maior do que os católicos e evangélicos.
Mitt Romney foi missionário e líder da igreja mórmon na França na juventude. O ex-governador de Massachusetts e sua esposa doaram US$ 2,6 milhões para sua igreja em 2011.
Em comparação, o presidente Barack Obama, que se apresenta como cristão evangélico, doou cerca de 14% de sua renda de US $ 1,8 milhões para uma igreja. Além disso, fez 36 contribuições para ONGS e fundações educacionais.
Um amplo estudo chamado de Pesquisa da vida congregacional dos EUA constatou que apenas  um terço dos católicos e dois terços de evangélicos tradicionais doam mais de 5% de sua renda. O estudo não inclui congregações judaicas ou muçulmanas por causa de seus números menores.
Ronsvalle e outros estudiosos disseram que o compromisso tende a ser maior entre os evangélicos por causa de seu respeito pela autoridade das Escrituras, onde o assunto é repetido várias vezes, seja como mandamento ou como prova de fé.
A pesquisadora Cynthia Woolever disse que os católicos são os que menos doam porque a Igreja Católica não enfatiza tanto o stress, mas cobra por cerimônias que são gratuitas em outras denominações.
Um dos aspectos que possivelmente faça diferença é que entre os mórmons as ofertas são controladas mais de perto. Os líderes mórmons mantêm um tipo de contabilidade e uma vez por ano as famílias são convidadas a sentar-se brevemente com o líder de sua congregação e discutir sobre as doações.
Para os muçulmanos, por exemplo, a obrigação de caridade está no Alcorão, diz Aaron Spevack, professor de Estudos Islâmicos na Universidade de Loyola. A lei islâmica obriga os muçulmanos a doar anualmente cerca de 2,5% da renda para os pobres e necessitados, e mais a outras causas, se for capaz.
Entre os judeus, as Escrituras hebraicas não detalham apenas o dízimo, disse o rabino  Robert Gates, existem outros tipos de ofertas e momentos das festas anuais em que se doa dinheiro.
“Mas o conceito de ajudar o próximo, chamado Tzedaka, nos impõe a obrigação de fazer justiça… Não é simplesmente uma questão financeira. É algo que precisamos para fazer justiça em nossa comunidade. Isso se traduz em atos concretos e também em apoio financeiro. Obediência a Deus”.
Traduzido e adaptado de Nola.com
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Réplica de estátua do Cristo Redentor na Inglaterra gera protestos


Primrose Hill é uma zona rica, cheia de mansões milionárias, no bairro de Camden, em Londres. A região é frequentada por adeptos de caminhadas e celebridades como o ator Jude Law, a modelo Kate Moss, o escritor Martin Amis e o cantor Enrique Iglesias.
Agora essa região está no centro de um debate religioso num dos países onde mais cresce o ateísmo no mundo. Dentro dos eventos relacionados às Olimpíadas que ocorrem na Inglaterra este ano, existe a proposta de se erguer em Primrose Hill uma escultura temporária, uma réplica do Cristo Redentor.
O projeto, que seria pago pelo governo brasileiro, segundo o jornal The Standard  dividiu a opinião pública. O Standard afirma que o projeto é tão importante que a população local vem sendo consultada por equipes especializadas contratadas pela Embratur.
Visto por muitos como um símbolo de paz, uma estátua do Cristo Redentor de quase 40 metros no topo do Primrose Hill, serviria para divulgar a Olimpíada do Rio-2016.
O ápice do projeto seria a comemoração do momento em que a tocha olímpica passará da mão dos ingleses para a dos brasileiros no encerramento dos Jogos Olímpicos, dia 12 de agosto.
Embora a Junta de Turismo Brasileiro tentasse manter silêncio total sobre o assunto, Malcolm Kafetz, diretor da Associação de Amigos de Primrose Hill (com mais de mil membros), já disse que  a estátua seria “inadequada”.  “É um lugar muito especial, ele não precisa de nenhuma construção em cima. Vai ter briga”, acrescentou Kafetz.
O governo britânico prepara uma campanha para promover a cultura e os negócios do país no mundo todo nos meses que antecedem a Olimpíada deste ano, o que inclui projetar imagens da capital britânica no Pão de Açúcar, no Rio.
“Estamos surpresos por vermos essa história no noticiário, já que se trata apenas de um conceito que estava sendo considerado como parte de uma plataforma mais ampla de atividades promocionais da Embratur e do governo brasileiro para 2012, quando o foco se transfere de Londres para o Rio”, esclarece a EMBRATUR.
O curioso é que esse debate entre os londrinos ocorre na mesma época que Richard Dawkins lançou uma campanha para desacreditar o “templo ateu” que será construído em Londres, num projeto do filósofo suíço Alain de Botton. O legado recente de Dawkins no Reino Unido inclui outdoors e mensagens em ônibus com frases reiterando que Deus não existe e a tentativa de proibir o governo de auxiliar financeiramente escolas confessionais.
Sua postura de ser anti-”qualquer coisa religiosa” tem dividido até mesmo os ateus. “Por causa de Richard Dawkins, o ateísmo tornou-se conhecido como uma força destrutiva, mas há muitas pessoas que não creem, mas nem por isso são agressivos em relação às religiões”, disse Botton em entrevista.
De qualquer forma, as reações de alguns grupos muçulmanos e ateus podem por fim à ideia do governo brasileiro em erguer uma imagem de Cristo em Londres este ano.
Traduzido e adaptado de Reuters, BBC, Christian Today
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3 de jan. de 2012

Blog denuncia preconceito religioso do Estadão ao publicar matéria sobre a Igreja Mundial


Blog denuncia preconceito religioso do Estadão ao publicar matéria sobre a Igreja Mundial
A forma como os meios de comunicação tratam eventos evangélicos incomodou o blogueiro Zé Augusto do blog “Os Amigos do Presidente Lula”. O blogueiro chamou a atenção para a forma como o jornal O Estado de São Paulo (Estadão) noticiou a inauguração da Cidade Mundial, nova sede daIgreja Mundial do Poder de Deus, que aconteceu no dia 1º, na cidade Guarulhos, na Grande São Paulo.
Para Augusto o jornal provou seu “preconceito religioso” ao abordar um evento como caos devido à grande concentração de fiéis, sendo que no feriado do dia 15 de outubro o jornal abordou apenas o clima de festa e devoção dos católicos que foram até a cidade de Aparecida.
“O tratamento diferenciado mostra o quanto existe de preconceito religioso (e até perseguição) no jornalão”, escreveu Augusto mostrando o print das duas matérias. A da IMPD vem com o título de “Abertura de igreja na Dutra isola Cumbica e faz centenas perderem voos”. Já sobre o evento católico a manchete foi a seguinte: “Aparecida-SP recebe 150 mil fiéis no dia da Padroeira”.
Para o blogueiro o jornal O Estado de São Paulo mostraria sua imparcialidade se tivesse noticiado a inauguração da Cidade Mundial como “Igreja recebe 500 mil na inauguração”. E também mostraria sua isenção se tivesse entrevistado apenas fiéis que saíram de suas cidades para participar do evento, assim como foi feito com os católicos que estavam na cidade de Aparecida.
“O tratamento diferenciado mostra o quanto existe de preconceito religioso (e até perseguição) no jornalão”, escreve ele citando que todos, quer sejam católicos ou evangélicos, possuem o direito de ir e vir.
“As vias construídas com o dinheiro dos impostos de todos não são exclusivas para os passageiros de avião. Quem quiser ir à Igreja (à qualquer Igreja) tem tanto direito de fazê-lo quanto quem quer viajar de avião”, conclui o blogueiro.
Confusão nas rodovias da cidade
O trânsito gerado pela inauguração da Cidade Mundial chamou  a atenção de muitos jornais que deram destaque para o caos que se formou na região por onde passa três importantes rodovias.
O Jornal O Estado de São Paulo noticiou o transtorno logo no título da matéria, destacando que muitas pessoas perderam seus voos por ficarem parados no trânsito congestionado pelos ônibus com caravanas de fiéis da Igreja Mundial do Poder de Deus de todo o país.
O jornal Agora, do Grupo Folha, relatou que de acordo com a IMPD os três cultos que aconteceram no domingo, 1, reuniu quase 2 milhões de pessoas, sendo que a prefeitura da cidade esperava apenas 30 mil em um templo que cabe 150 mil pessoas.
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28 de dez. de 2011

Menina de 8 anos pode desencadear conflito religioso em Israel


Naama Margolese e sua mãe Hadassa
A menina Naama Margolese, de apenas 8 anos, com seus óculos de grau e rabo de cavalo não parece representar perigo algum. Mas ela afirma que é diariamente submetida a insultos e perseguições por alguns membros da comunidade judaica ultra-ortodoxa.
Ela revelou aos repórteres ter medo de ir para a escola porque é alvo constante de agressões e chegou inclusive a ser apedrejada.
Segundo a imprensa israelita, tais atos são justificados pelas roupas que ela usa, consideradas “ousadas demais”. O caso de Naama está, mais uma vez, chamando atenção para o abuso e à segregação sofrida pelas mulheres na comunidade judaica.
Nesta segunda-feira, a cidade de Beit Shemesh, próxima a Jerusalém, foi palco de graves conflitos entre judeus ultra-ortodoxos e a polícia. Tudo começou quando os policiais tentaram retirar vários sinais espalhados pelas ruas e que ordenavam a discriminação contra as mulheres.
A polícia reforçou as patrulhas nessa cidade por causa da forte tensão provocada depois que vários manifestantes foram presos.
No último domingo, uma equipe de TV israelense sofreu agressões ao filmar as placas que pedem para as mulheres não pararem em frente a sinagogas. Por toda a cidade existem cartazes que ordenam às mulheres a se vestirem “modestamente”, segundo os princípios do judaísmo ultra-ortodoxo. Uma parcela  da população tem uma visão rigorosa da necessidade de separação entre homens e mulheres.
A imprensa israelense já registrou numerosos casos em que as mulheres foram vítimas das agressões por se negarem a sentar na parte traseira dos ônibus, insistirem em andar na mesma calçada que os homens ou não andarem com os braços e pernas inteiramente cobertos.
Os judeus ultra-ortodoxos atualmente são 10% da população israelita, mas tem um crescimento anual muito elevado, devido à sua alta taxa de natalidade. Nos últimos anos eles têm se tornando mais agressivos, tentando impor seu estilo de vida e seus hábitos ao restante da população.
Nesta terça-feira, mais de 10 mil pessoas eram esperadas em Beit Shemesh para se protestar contra a exclusão das mulheres. Em Jerusalém, a maior cidade do país, empresas foram obrigadas a parar de estampar rostos femininos em outdoors devido ao vandalismo persistente. Os judeus moderados e os não praticantes tem constantemente criticado os ortodoxos.
Acostumados aos conflitos com os palestinos, agora existe o temor que os últimos eventos possam gerar um conflito religioso no país entre os próprios judeus. Em um pronunciamento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu pelo fim da violência num país que considera ser um estado livre e democrático.
Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Huffington Post
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