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8 de jan. de 2012

Em 10 anos palestinos poderão ser a maioria em Israel




Em 10 anos palestinos poderão ser a maioria em Israel
Algumas autoridades israelenses temem que o crescimento da população palestina possa terminar com a identidade de Israel como um Estado judeu.
De acordo com o Comitê Palestino de Estatísticas Demográfica, o número de palestinos, que vivem principalmente nos territórios ocupados da Cisjordânia e Gaza, superará os israelenses em poucos anos.
Eles projetam que até 2015, o número de palestinos e judeus que vivem em Gaza será igual, cerca de 6,3 milhões de cada etnia, mas até 2020, haverá 7,2 milhões de palestinos e  apenas 6,8 milhões de judeus. Quase todos os palestinos são muçulmanos e em uma possível guerra contra Israel, ficariam do lado dos invasores.
A rede de TV Al Jazeera relata que atualmente existem tantas crianças palestinas que as escolas montadas pelas Nações Unidas precisam funcionar sem parar os dois turnos por dia. Dez anos atrás, elas abriam apenas pela manhã.
Para lidar com essa questão dos judeus se tornando a minoria em Israel, muitos sugerem que está na hora de deixar a Palestina ser um Estado independente. Contudo, os nacionalistas da direita israelense ainda controlam o governo e se opõe a esta possibilidade. Outros dizem que essas projeções demográficas não são verdadeiras, mas admitem que a questão gere uma preocupação política.
Yakon Faitelson, um israelense especialista em demografia, acredita que há uma distorção nos números divulgados pelos palestinos, mas não nega que em menos de uma década haverá uma mudança crucial.
Assista reportagem(em inglês):
Traduzido e adaptado de God Discussion

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29 de dez. de 2011

Local onde Abraão está enterrado é disputado por israelitas e palestinos



Local onde Abraão está enterrado é disputado por israelitas e palestinos
Após ser libertado de uma prisão israelense, Barakeh Taha decidiu finalmente casar-se e fez a cerimônia em um local sagrado para muçulmanos e judeus, mas que carrega uma história de disputas. Taha é mais um a apoiar uma campanha palestina para reivindicar os direitos sobre uma caverna antiga usada para enterros que fica no centro da cidade velha de Hebron.
Conhecida pelos muçulmanos como a “Mesquita Ibrahami” e pelos judeus como a “Caverna dos Patriarcas”, o local é considerado por ambas as religiões o túmulo do patriarca Abraão e de sua família. A Bíblia a chama de caverna de Macpela.
Os palestinos devem “frustrar as tentativas para os judeus ocupá-la ou tentar controlá-la”, disse Taha. “Eu encorajo todos os casais a se casarem aqui para apoiar o local sagrado e nossa resistência”, disse Taha. Ele é membro do Hamas e aos 32 anos foi incluído no acordo de troca de prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit.
No ano passado, Israel acrescentou a Caverna à sua lista de monumentos históricos nacionais. A decisão resultou em dias de confrontos entre jovens palestinos e as forças israelenses que se dedicam a proteger um enclave de colonos judeus escondidos na antiga cidade de Hebron.
Os palestinos dizem que vão pedir que a UNESCO reconheça   formalmente o seu apego cultural à Mesquita Ibrahimi em fevereiro.  Esse movimento só é possível graças ao reconhecimento da Palestina como um país por esse órgão das Nações Unidas há dois meses.
“Antes de sermos reconhecidos, não tínhamos o direito de adicionar um sítio arqueológico palestino na Lista do Património Mundial, pois estamos sob ocupação e a única maneira de fazer isso era através de países amigos”, disse Siham al-Barghuti, o ministro da cultura palestino.
“Agora podemos pedir que a UNESCO adicione nossos sítios arqueológicos e religiosos para a Lista do Patrimônio Mundial”, disse ele. ”É o principal benefício que nós tivemos.”
Grupos judaicos estão trabalhando muito para aumentar o número de visitantes da porção judaica deste sítio arqueológico. Mas os palestinos iniciaram uma contra-campanha para incentivar muçulmanos a realizar eventos comemorativos, como cerimônias de circuncisão e casamentos na mesquita existente ali.
“A Mesquita Ibrahimi é para os muçulmanos e os palestinos, não para os judeus, nem para os colonos. Eu tenho orgulho de me casar neste lugar magnífico”, disse Lubna al-Natsheh, 19, a noiva de Taha. “Não vamos abandoná-la”, prometeu. ”Continuaremos a vir aqui e voltar um dia com nossos filhos.”
Antes da disputa diplomática, os palestinos deram demonstrações claras que seu povo valoriza a Mesquita Ibrahami. Em 26 de novembro, quando multidões se reuniram ali para marcar o Ano Novo muçulmano, muitos deles com o cabelo recém-cortado, seguindo a tradição.
Embora tanto muçulmanos quanto judeus façam suas orações no local, o sítio foi dividido em seções desde 1994, quando um colono israelense abriu fogo contra fiéis palestinos, matando 29 deles.
Apesar do passado sangrento da mesquita, Salah Abu Turki, 44, levou com orgulho seu filho recém-nascido para sua cerimônia de circuncisão, Este é um evento raro nos últimos anos por causa das restrições israelenses do acesso de palestinos ao local.
“É uma grande honra para mim que meu filho está sendo circuncidado aqui”, disse ele. “Os colonos também circuncidam seus filhos aqui, porém temos mais direitos de fazer isso do que eles. Este lugar é uma mesquita e esta é uma antiga tradição para o povo de Hebron”, disse  Turki.
Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Canada.com
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