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25 de fev. de 2012

Igreja faz campanha para os membros façam “tatugens cristãs”




Em diversas culturas do mundo, tatuagens com temas religiosos são bastante comuns. Para algumas tribos é um elemento essencial para definir a identidade individual ou coletiva. O mesmo ocorre entre prisioneiros e mafiosos de alguns países.
Para os cristãos o assunto é controverso. Há ainda um debate, muitas vezes cultural e geracional, sobre se os cristãos podem ou não fazer tatuagens. Alguns entendem que é uma forma de usar o corpo como ferramenta de evangelismo. Outos lembram passagens do Antigo Testamento que condenariam tal prática.
O pastor Chris Seay, da Comunidade Ecclesia, em Houston, Texas, decidiu fazer uma “campanha” durante a Quaresma, pedindo que os membros de sua congregação façam tatuagens ilustrando de algum modo a vida e a crucificação Jesus.
Seay é filho e neto de pastores. Pós-graduado em Teologia pela Universidade Batista Baylor é autor de sete livros, entre eles The Gospel According to Tony Soprano, The Gospel Reloaded, and The Last Eyewitness. Ele também é um preletor interncional, sendo apontado como um dos novos líderes o movimento conhecido como “Igreja Emergente”.
Ele acredita que metade dos membros da comunidade Ecclesia tÊm uma tatuagem. De acordo com o Pew Research Center, desenhar sobre o corpo é algo mais popular do que nunca entre os jovens. Cerca de 40% dos americanos com menos de 30 anos carregam uma.
“Há definitivamente algumas passagens do Velho Testamento que têm algo a dizer sobre (tatuagem), mas não acho que elas dizem respeito à vida conteporânea”, disse Seay. ”Se achássemos que as Escrituras as proibiam, não estaríamos fazendo isso.”
Ele chamou o tatuador e artista plástico Scott Erickson, para criar, inicialmente, 10 desenhos que representassem as “Estações da Cruz”. Ao mesmo tempo, anunciou que procurava 10 pessoas que desejassem fazer essas tatuagens. A ideia atraiu mais de 50 voluntários e todos foram tatuados com um desenho personalizado de Erickson. Sem fazer cruzes ou imagens do rosto de Cristo, alguns optaram por fazer desenhos tribais, de pássaros, flores e frases curtas.
“Eu acho a cruz totalmente importante, mas como um símbolo ela não inspira mais as pessoas. Tornou-se algo decorativo”, explica Erickson. Por isso, ele incorporou símbolos cristãos mais sutis, como o pintassilgo, que tradicionalmente representa Cristo na Paixão e escreveu algumas frases em latim.
“O protestantismo tem uma cultura visual muito pouco desenvolvida”, acredita o artista. ”As Estações da Cruz, mostram uma história muito intensa. Não há espaço para os cordeiros fofinhos e cores brilhantes.”
Wayne Brown, um dos membros da Ecclesia, participou da iniciativa e disse: “Em Houston faz sentido representar [a história de Jesus] visualmente”, que agora carrega no corpo o desenho de uma mão espalmada e a frases “Nós fomos curados”. Sua tatuagem representa a chamada “sétima estação”, quando Jesus é pregado na cruz.
Muitas igrejas evangélicas acreditam que a Quaresma é uma prática tradicionalmente católica, que começou na quarta-feira de cinzas e termina na Páscoa. Porém, cada vez mais igrejas como a Comunidade Ecclesia tem procurado resgatar essa antiga tradição e dar a ela um significado renovado.
As chamadas “estações da cruz” podem ser vistas em milhares de igrejas no mundo todo. Elas surgiram como quadros e esculturas que eram usados para contar sobre a crucificação de Cristo durante os primeiros séculos do cristianismo, pois muitos eram analfabetos e não teriam outro modo de conhecer a mensagem.
Brent Plate, que ministra um curso sobre religião e cultura pop em Hamilton College, em Nova York, afirmou: “Este é um projeto fascinante, criativo e provocador. Fazer as Estações como tatuagens é claramente algo que se encaixa bem com o movimento da chamada igreja emergente. Afinal, eles desejam estar totalmente envovidos com a cultura contemporânea, sem perder sua identidade espiritual cristã”.
Traduzido e adaptado de Chron e ABC Local
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17 de fev. de 2012

Crianças cristãs foram raptadas para receberem educação islâmica



A agência Fides, do Vaticano, publicou que mais de mil crianças católicas de Timor Leste foram sequestradas e levadas para a Indonésia há cerca de dez anos para receberem educação islâmica.
Hoje essas crianças estão sob cuidados de educadores muçulmanos que se recusam a devolvê-las às suas famílias. Agentes humanitários católicos tentam promover o retorno desses menores para suas famílias, de acordo com fontes da Igreja Católica, mas o programa não tem conseguido êxito.
Para o padre Benny Susetyo, secretário da Comissão Episcopal para o Diálogo Inter-religioso, este “é um caso muito triste, um claro abuso”, disse ele à Fides.
O religioso também informou que avisou as autoridades sobre o caso para que medidas sejam tomadas. “Apresentamos o problema ao Governo, às Nações Unidas, a organizações muçulmanas, como questão fundamental que afeta os diretos humanos, a tutela dos direitos das crianças e a liberdade religiosa”, acrescenta.
Em 1999 quando o Timor Leste pediu independência da Indonésia 250.000 pessoas se refugiaram e entre elas haviam mais de 4.000 crianças que suas famílias não tinham condições de sustentá-los e por isso foram entregues ao exército e a organizações humanitárias.
Mas de mil dessas crianças nunca voltaram para suas casas e permanecem presos em internatos islâmicos. Alguns pais até conseguiram encontrar seus filhos, mas os responsáveis dos colégios não liberam as crianças. “Casos como este mostram como a relação entre política e religião tem um grave impacto na liberdade dos cuidados, especialmente as minorias”, disse o padre.
O religioso exemplifica que na região ocidental os muçulmanos querem impor as regras baseadas na Sharia (lei islâmica). “Os principais problemas no Timor Oriental, que é uma nação predominantemente católica, são o excesso de burocracia e a corrupção. Esses temas influenciam na retenção destas crianças”, disse Susetyo.
Traduzido e adaptado de Acontecer Cristiano
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27 de dez. de 2011

Basílica do Santo Sepulcro reúne seis denominações cristãs no mesmo local



A Basílica do Santo Sepulcro, igreja construída no local onde Jesus Cristo foi crucificado, em Jerusalém, é um exemplo de harmonia religiosa, mas em sua história há casos de desentendimentos, pois as chaves do templo estão nas mãos de uma família muçulmana e o espaço é dividido por seis denominações cristãs.
Monges armênio-ortodoxos, monges católicos, monges ortodoxos gregos e outros grupos tentam dividir o mesmo espaço, mas dificilmente eles entram em acordo quando o assunto são questões práticas do dia a dia como a limpeza da igreja. Fora isso, as procissões que acontecem diariamente provocam uma verdadeira competição para os ouvidos de Deus.
“É certamente difícil, para quem não está acostumado. Nós, que vivemos dentro, na verdade mal ouvimos. Este é o único templo cristão do mundo onde Igrejas orientais e ocidentais cultuam o mesmo Deus, sob o mesmo teto, ao mesmo tempo”, comenta o padre franciscano Fergus Clarke.
Em relação às chaves estarem com uma família muçulmana o padre explica dizendo que essa foi a forma encontrada por líderes do islamismo para provar a superioridade deles em relação ao cristianismo. “Eles fecharam todas as portas, menos uma, e assim podiam controlar a única entrada à igreja mais importante da Cristandade.”
Apesar de estarem acostumados em dividir o espaço, não é raro sair discussões, como aconteceu há três anos durante uma procissão de Páscoa quando monges ortodoxos gregos e armênios se enfrentaram aos socos. Na época, dois religiosos foram presos e dois hospitalizados.
A Basílica do Santo Sepulcro é visita por peregrinos do mundo todo que se emocionam ao passar por onde Jesus esteve sepultado. A emoção da viagem acaba fazendo com que a divergência entre os religiosos não seja percebida, mas ela existe. “Imagine se você colocar seis famílias numa mesma cozinha. Será preciso estabelecer diretrizes e limites. E se todos têm uma festa de aniversário no mesmo dia, ao mesmo tempo, naturalmente haverá divergência de opiniões”, exemplifica o padre.
Com informações DW World
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