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8 de fev. de 2012

Cresce a pressão governista para a legalização do aborto



A nova ministra Eleonora Menicucci, 67, está liderando a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Amiga da presidente Dilma Rousseff desde a década de 1960, foi sua colega de prisão durante a ditadura militar. A mineira Menicucci conheceu Dilma em Belo Horizonte, quando as duas militavam no movimento estudantil. Sabe-se que chegou a participar de assaltos a bancos e supermercados para financiar a guerrilha.
Hoje ela é socióloga e professora titular de Saúde Coletiva da Unifesp. Assumirá o cargo na sexta-feira, no lugar de Iriny Lopes, que vai disputar a Prefeitura de Vitória.
Em suas primeiras declarações no cargo, ela prometeu defender a liberação do aborto. Menicucci integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e disse já ter se submetido a essa prática duas vezes.
Primeiro, afirmou à Folha de São Paulo que levaria sua convicção sobre a causa para o governo.  ”Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece”.
Essa não foi a única de suas declarações polêmicas. Menicucci disse ainda que “Me relaciono com homens e mulheres e tenho muito orgulho de minha filha, que é gay e teve uma filha por inseminação artificial.”
Ela enfatizou durante sua primeira entrevista coletiva, que o aborto inseguro é uma das maiores causas de morte materna no País. Para ela, trata-se de um problema “de saúde pública, como o crack, as drogas, a dengue, HIV e todas as doenças infectocontagiosas”.
As primeiras críticas logo começaram a surgir, afinal o artigo 128 do Código Penal considera como crime toda forma de aborto consentido, embora suspenda a pena quando a gravidez é resultante de estupro, ou quando configura risco de vida para a mãe.
Na terça-feira, ela já recuou, adotando o tom da presidente Dilma Rousseff, dizendo que seguirá a lei do país que o assunto está nas mãos do Legislativo. “O Executivo não tem o que fazer.”
Durante a campanha presidencial de 2010 houve uma grande pressão dos setores evangélicos e católicos contra a postura declarada do PT, a então candidata Dilma amenizou o discurso e fez um compromisso de que não adotaria nenhuma medida para incentivar a mudança das regras do aborto no País
Porém, aos poucos vão surgindo novas tentativas. Já existe um anteprojeto de reforma do Código Penal, que pretende uma “abertura na legislação sobre o aborto, para ampliar o leque de situações em que a interrupção da gravidez é permitida”.
O ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, presidente da comissão de juristas criada pelo Senado para redigir o anteprojeto afirmou que apresentará ao Senado uma proposta de reforma do Código Penal sugerindo, entre outras mudanças, abertura na legislação sobre o aborto, para ampliar o leque de situações em que a interrupção da gravidez é permitida.
Com informações G1 e DGABC
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28 de dez. de 2011

“Existe uma pressão para mim voltar a ser o personagem que era”, diz Rodolfo



“Existe uma pressão para mim voltar a ser o personagem que era”, diz Rodolfo
O cantor e pastor Rodolfo Abrantes participou do programa Rock Estrada do canal MultiShow e falou sobre seu ministério e sua conversão. No começo do programa, que foi ao ar no dia 23 de dezembro, o cantor disse que existe uma pressão muito grande das pessoas que desejam que ele volte ser o músico que era antes de sua conversão.
“Existe uma pressão para eu volte a ser o personagem que eu era. Todo ano na internet tem aqueles boatos dizendo que eu estou voltando”, disse o cantor que foi vocalista da banda Raimundos  e desde sua conversão, há dez anos, ele tem apenas se dedicado ao seu ministério como cantor evangélico.
O programa também mostrou a oração que a banda fez antes de começar o culto em uma igreja Bola de Neve no Paraná, onde Rodolfo e sua banda se apresentariam. Rodolfo também falou sobre como se converteu e como sua vida mudou depois que ele entregou sua vida à Jesus.
“Eu me senti frustrado porque eu achava que minha alegria estava em ser famoso”, disse ele. “Eu virei um personagem de quem as pessoas gostavam de se espelhar”, afirma Rodolfo dizendo que hoje sente uma alegria que nunca sentiu na vida.
A reportagem do programa Rock Estrada acompanhou  cantor durante uma turnê e mostrou o entrosamento da banda, a quantidade de pessoas que aparecem em seus shows e o reconhecimento das pessoas por ele ser “do Raimundos”. “Todo crente é ex alguma coisa, e eu sou ex-Raimundos”, disse ele.
Assista ao programa:
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